Polícia

Funcionários de hospital são agredidos após comunicarem morte de bebê de 4 meses em Osório

Agressões ocorreram no Hospital São Vicente de Paulo

Cinco profissionais de saúde foram agredidos
Cinco profissionais de saúde foram agredidos Foto : Renato Dias / Correio do Imbé / CP

Cinco profissionais de saúde do Hospital São Vicente de Paulo, em Osório, no Litoral Norte, foram agredidos após comunicarem a morte de uma bebê de quatro meses, na manhã desta segunda-feira. As agressões foram praticadas por familiares e amigos da criança contra três médicos, uma enfermeira e dois técnicos de saúde. A Brigada Militar foi acionada para registrar a ocorrência.

Segundo a instituição, a bebê morreu em decorrência de uma parada cardiorrespiratória. Na terça-feira, 14, a família procurou atendimento após a criança apresentar um quadro de bronquiolite e pneumonia viral. Conforme o hospital, os médicos recomendaram a internação, mas a medida teria sido recusada pelos familiares.

Com a persistência do quadro, a família teria retornado com a bebê na quarta-feira e novamente recusado a internação. Somente na terceira procura por atendimento a criança foi internada, e a instituição passou a buscar um leito de UTI pediátrica.

Ainda conforme o hospital, o leito foi localizado no Hospital das Clínicas de Passo Fundo. No entanto, a bebê não resistiu e morreu na manhã desta segunda-feira.

A Polícia Civil vai investigar o caso.

Em nota, o hospital se pronunciou sobre o caso:

É com profunda tristeza que o hospital comunica o falecimento de uma criança de apenas 4 meses de idade, ocorrido na manhã desta segunda-feira, 20 de julho de 2026, na emergência da instituição.

Neste momento de imensa dor, manifestamos nossa mais sincera solidariedade e condolências aos familiares e amigos da criança, compartilhando o pesar por uma perda tão precoce e dolorosa.

Desde a chegada da paciente, as equipes médica e de enfermagem prestaram assistência contínua, empregando todos os recursos técnicos disponíveis e adotando as condutas indicadas para o quadro clínico apresentado. Apesar do empenho, da dedicação e de todos os esforços realizados pelos profissionais envolvidos, infelizmente não foi possível evitar o desfecho.

Compreendemos que situações como essa despertam sofrimento, angústia e sentimentos intensos. Esses momentos exigem acolhimento, respeito e empatia com todos os envolvidos.

Lamentavelmente, após o ocorrido, profissionais da equipe assistencial foram vítimas de agressões e parte da estrutura da emergência foi depredada. O hospital reafirma seu compromisso permanente com o cuidado humanizado, o acolhimento às famílias e a assistência segura à população. Da mesma forma, reforça que nenhuma forma de violência pode ser considerada aceitável.

A violência contra profissionais de saúde, pacientes, acompanhantes ou contra o patrimônio compromete a segurança do atendimento e coloca em risco o cuidado prestado a toda a comunidade. Os trabalhadores da saúde dedicam diariamente seus conhecimentos, esforço e sensibilidade para salvar vidas e merecem exercer sua missão em um ambiente de respeito e segurança.

A instituição adotará todas as medidas cabíveis para a apuração dos fatos e para a proteção de seus profissionais, pacientes e acompanhantes, mantendo seu compromisso inegociável com uma assistência ética, segura, humanizada e de qualidade.

Neste momento, renovamos nossa solidariedade à família enlutada e reiteramos nosso reconhecimento e apoio aos profissionais que, com dedicação e humanidade, estiveram ao lado da criança durante toda a assistência prestada.

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