Gildo Antônio da Silva Ferreira foi condenado a 17 anos e 5 dias de prisão pela tentativa de matar a companheira com golpes de facão, conforme decisão do Tribunal do Júri da Comarca de Santo Antônio da Patrulha. O júri foi realizado no Foro local, presidido pelo juiz de Direito Rafael Gomes Cipriani Silva.
A pena pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil e feminicídio (cometido contra a mulher por razões da condição de sexo feminino e em contexto de violência doméstica) deverá ser cumprida em regime inicial fechado. Na sentença, o magistrado manteve a prisão preventiva do réu, Gildo Antonio da Silva Freitas. Cabe recurso.
Durante o julgamento não houve depoimentos de testemunhas, e apenas Gildo foi ouvido em interrogatório. Atuaram em plenário o Promotor de Justiça do Ministério Público Estadual, Camilo Vargas Santana, e, na defesa do réu, o Defensor Público Mateus Machado Cabreira. A tese defensiva foi de desclassificação para o crime de lesão corporal.
Caso
Conforme a denúncia do MP, a mulher foi atacada após uma discussão com o réu. Mesmo ferida por socos, pontapés e golpes de facão que a atingiram no tronco e na cabeça, a vítima conseguiu escapar para fora da casa e pedir ajuda. Ela foi socorrida em um hospital da cidade. O fato aconteceu 1º de julho de 2022.