Polícia

Homem é preso por enviar vídeos com arma para ameaçar delegada em Porto Alegre

Investigado fazia referência a organização criminosa e caso é apurado com base na Lei Antifacção

Preso usava tornozeleira eletrônica e possui antecedentes por tráfico de drogas, ameaça e registros de violência contra agentes de segurança pública
Preso usava tornozeleira eletrônica e possui antecedentes por tráfico de drogas, ameaça e registros de violência contra agentes de segurança pública Foto : Polícia Civil / CP

Um homem foi preso preventivamente pela Polícia Civil, suspeito de ameaçar uma delegada por meio de redes sociais, além de usar referências a uma facção criminosa para intimidá-la, em Porto Alegre. A prisão ocorreu no âmbito da Operação Linha Vermelha, deflagrada na terça-feira pela Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DPRCC).

A investigação começou após a policial registrar ocorrência relatando que recebeu mensagens ameaçadoras logo depois de publicar conteúdo em uma rede social. Conforme a Polícia, uma das mensagens sugeria que o autor conhecia a rotina da delegada e que ela estaria sendo monitorada.

Na sequência, o investigado teria utilizado outro perfil na mesma plataforma para enviar um vídeo de visualização única. Nas imagens, aparecia uma arma de fogo e uma quantia em dinheiro. O material também continha um áudio com referências à união de traficantes locais e ao fortalecimento de uma facção criminosa com origem no sistema prisional.

A equipe da DPRCC analisou dados telemáticos e identificou os perfis utilizados nas ameaças, vinculando-os ao investigado. Segundo a Polícia Civil, o homem possui antecedentes criminais por tráfico de drogas, ameaça e registros de violência contra agentes de segurança pública. Ele também utilizava tornozeleira eletrônica.

A Justiça autorizou a prisão preventiva e a expedição de mandados de busca e apreensão. A conduta também é investigada, em tese, como favorecimento ao domínio social estruturado, previsto na Lei Antifacção. A legislação trata, entre outras condutas, do apoio a organizações criminosas ultraviolentas.

Conforme a Polícia Civil, o nome da Operação Linha Vermelha “faz referência ao limite que não pode ser ultrapassado: a intimidação de agentes do Estado no exercício de suas funções”. A instituição ressaltou que ameaçar uma policial em nome de uma facção criminosa é um ataque direto às instituições democráticas e à própria sociedade.

As investigações seguem para identificação de demais suspeitos envolvidos no crime.

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