A Polícia Civil prendeu preventivamente, na segunda-feira, um homem de 41 anos investigado pela morte de uma mulher de 25 anos, ocorrida em 12 de junho, na localidade da Capilha, em Rio Grande, no Sul do Estado. A prisão foi realizada pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) no bairro Miguel de Castro Moreira.
A investigação, que inicialmente tinha dificuldades para definir a motivação do crime, avançou com a conclusão do laudo pericial de DNA elaborado pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP). O exame apontou compatibilidade entre o perfil genético do investigado e o perfil genético masculino identificado no material coletado sob as unhas da vítima.
Segundo a delegada Alexandra Pérez, responsável pelo caso, outros elementos já haviam colocado o homem no radar da investigação. Ele trabalhava nas proximidades da residência da vítima e era visto com frequência na região. “Eles tinham relação íntima. Ele frequentava ali, muito embora não fossem companheiros ou namorados”, explicou a delegada.
A confirmação dessa relação foi um dos elementos que levou a Polícia Civil a classificar o caso como feminicídio. A definição havia sido mantida em aberto durante o início da investigação, justamente pela ausência de um vínculo afetivo conhecido entre a vítima e o suspeito.
Na época, o corpo da mulher foi localizado com sinais de estrangulamento e sufocamento. A Polícia Civil passou a analisar provas periciais e informações sobre a dinâmica do crime para esclarecer a autoria e a motivação.
Além do resultado do DNA, a investigação reuniu informações sobre a presença e a circulação do investigado nas proximidades da residência da vítima. Também foram realizadas diligências e reconhecimento fotográfico durante a apuração.