Polícia

Homem executado na avenida Moema esteve com morador de rua morto a tiros no Beco Tróia, em Viamão, horas antes

Wesley da Rosa Martins, 30 anos, foi filmado com outra vítima em bar

Wesley da Rosa Martins esteve com morador de rua, também executado, em Viamão
Wesley da Rosa Martins esteve com morador de rua, também executado, em Viamão Foto : Marcel Horowitz / CP

Foi identificado como Wesley da Rosa Martins, 30 anos, o homem executado na avenida Moema, no Parque Índio Jari, em Viamão, nessa terça-feira. O sujeito não tinha antecedentes e seria residente do bairro Passo das Pedras, em Porto Alegre. Na noite anterior ao crime, esteve junto a um morador de rua, também morto a tiros, no Beco Tróia, em Viamão.

Inicialmente, a Polícia Civil chegou a desconsiderar relação entre as mortes, mas mudou de entendimento após analisar imagens de câmeras que registraram as vítimas em um bar no bairro Augusta, a Vila Augusta. O caso é apurado na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Viamão.

A investigação não descarta que a dupla tenha sido emboscada na avenida Tróia, o Beco Tróia, por volta das 2h10min. O morador de rua sofreu tiros de pistola calibre 9 milímetros na perna e torso, sendo encontrado pelas 7h30min, envolto em cobertor no Campo do Canarinho, atrás de uma creche. Ele morreu ao tentar fugir. Seu nome era desconhecido no momento desta publicação.

Também segundo apuração policial, Wesley da Rosa Martins pode ter sido transportado em um veículo por cerca de dois quilômetros, chegando na avenida Moema. Ali, foi morto com disparo na cabeça, de cima para baixo. Teve o corpo encontrado entre grama e arbustos, próximo às 9h20min. Havia um casaco preto sobre seu rosto.

Os dois mortos estavam sem documentação. Ambos portavam cachimbos, mas a suspeita é que os atiradores tenham inserido o item em Wesley Martins, após retirarem os documentos de identidade dele.

A DHPP de Viamão avalia o contexto do tráfico como possibilidade de motivação, incluindo o envolvimento da gangue Bala na Cara. O Beco Tróia registra a presença da facção Os Manos, ostentando escritos em referência ao grupo nas paredes e postes, como o código “14.18.12” e frases de ameaça contra rivais.

Não está claro o que um suposto morador do Passo das Pedras, o Pedrinhas, onde atua a quadrilha Os Abertos, fazia na Região Metropolitana. Ninguém foi preso.

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