Polícia

Homem morto após atacar PM de folga no Partenon ainda não foi identificado

Polícia Civil apura caso sob hipótese de legítima defesa e aguarda laudos periciais

O homem morto após ser baleado durante um confronto com um policial militar de folga, no bairro Partenon, em Porto Alegre, ainda não foi identificado oficialmente. O caso ocorreu na noite de sábado, na avenida Salvador França, nas proximidades do viaduto São Jorge, e segue sob investigação da Polícia Civil.

De acordo com o delegado Gabriel Borges, responsável pela apuração, a principal linha de investigação é de legítima defesa. Segundo ele, neste momento, a investigação está no levantamento das informações e de provas que esclareçam o que, de fato, ocorreu. “Estamos analisando câmeras e ouvindo testemunhas”, disse.

A identificação da vítima ainda depende de procedimentos em andamento. O corpo foi encaminhado para necropsia, e exames devem auxiliar na confirmação da identidade e em outros aspectos relevantes para o caso.

Sem a identificação, a polícia também não conseguiu, até o momento, levantar informações sobre o histórico do homem, como possíveis condições de saúde mental ou uso de substâncias. “Ainda não temos a identificação para conversar com família ou conhecidos para saber a condição mental prévia”, acrescentou Borges.

Conforme as informações iniciais, o policial militar estava praticando atividade física com um amigo quando ambos passaram a ser perseguidos por um homem que apresentava comportamento agressivo. O agente se identificou como policial, mas, segundo o relato, o indivíduo continuou investindo contra ele.

Durante a ação, o homem entrou em vias de fato com o policial e teria tentado roubar a arma, no momento em que o PM teria reagido e disparado. O suspeito foi atingido na cabeça e morreu no local.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e confirmou o óbito. Os envolvidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia, onde o caso passou a ser apurado.

A reportagem procurou o comando do 19º Batalhão de Polícia Militar, responsável pela área, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.

Veja Também