Polícia

Inquérito de acidente entre Porsche e RAM é concluído com indiciamento por racha e lesão corporal em Porto Alegre

Investigação da Polícia Civil apontou que veículos disputavam corrida ilegal a até 145 km/h quando atingiram carro das vítimas; caso completa um ano

Foto : Record / Reprodução / CP

Um ano após o grave acidente que deixou duas mulheres feridas na avenida Nilo Peçanha, na Zona Norte de Porto Alegre, a Delegacia de Delitos de Trânsito concluiu o inquérito policial sobre o caso. A investigação confirmou que a colisão ocorreu durante a disputa de um racha entre o motorista de um Porsche 718 Boxster e o condutor de uma caminhonete Dodge RAM.

O inquérito foi remetido ao Judiciário com o indiciamento dos envolvidos pelos crimes de lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, disputa de corrida não autorizada (racha) e fuga do local do acidente.

De acordo com o delegado Carlo Butarelli, responsável pela investigação, o laudo pericial e as diligências apontaram que os veículos trafegavam em altíssima velocidade pela avenida. A velocidade média apurada foi de cerca de 130 quilômetros por hora (km/h), atingindo picos de até 145 km/h no trecho. O limite é muito superior aos 60 km/h permitidos para a via.

A dinâmica do acidente, que envolveu ao menos quatro veículos, se deu quando o condutor do Porsche perdeu o controle ao disputar a corrida com a RAM e colidiu violentamente contra a traseira do carro onde estavam as duas vítimas, que aguardavam a abertura do sinal parado no semáforo. Na época, o impacto projetou os automóveis e atingiu outros veículos que estavam nas proximidades.

As duas ocupantes do carro atingido sofreram ferimentos e precisaram ser socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sendo encaminhadas ao Hospital Cristo Redentor.

Relembre o caso

O acidente ocorreu no final da noite de uma segunda-feira, na Avenida Nilo Peçanha. O modelo de luxo envolvido na colisão, um Porsche 718 Boxster na versão Roadster (conversível), possui 300 cavalos de potência, atinge velocidade máxima de 275 km/h e é avaliado em mais de R$ 500 mil.

Logo após a colisão, a Brigada Militar e a Polícia Civil iniciaram a apuração, que contou com a análise de câmeras de monitoramento da região para reconstituir a trajetória e a velocidade dos veículos envolvidos no racha. Com a remessa do inquérito concluído, o caso seguiu para análise do Ministério Público, que deverá realizar o oferecimento de denúncia à Justiça.