Polícia

Justiça aceita denúncia contra sete pessoas acusadas de homicídio e tortura em clínica de reabilitação em Estação

Em janeiro, um dos pacientes do local teria sido morto após as agressões cometidas pelos réus

A juíza de Direito Daniela Conceição Zorzi, titular da 1ª Vara Judicial de Getúlio Vargas, aceitou a denúncia contra sete pessoas acusadas de homicídio e tortura cometidos em um centro terapêutico no município de Estação, região Norte do estado. De acordo com o Ministério Público, os cinco homens e as duas mulheres denunciadas, sendo elas mãe e filha, praticaram os crimes entre o final de 2025 e o início de 2026 em uma clínica de reabilitação voltada a dependentes químicos.

Conforme a acusação, o grupo efetuou um processo de tortura sistemática e reiterada dos internos por meio de agressões físicas com madeiras, bambus, luvas de boxe, fios de energia elétrica e espingarda de pressão, e também por ameaças e intimidações, no intuito de evitar que os fatos chegassem ao conhecimento das autoridades.

No dia 29 de janeiro, segundo a denúncia, um dos pacientes do local teria sido morto após as agressões cometidas pelos réus. O laudo pericial indicou óbito causado por hemopneumotórax (acúmulo simultâneo de sangue e ar dentro do tórax). De acordo com a acusação, o crime ocorreu por motivo torpe, mediante recurso que dificultou a defesa, tortura e meio cruel.

Para o Ministério Público, os cinco homens atuavam como executores diretos dos atos de tortura, enquanto as mulheres (sendo uma delas responsável pela clínica) tinham conhecimento das práticas ilícitas e incentivavam a sua realização.

Todos os acusados respondem por associação criminosa e pelo homicídio. Quatro dos réus também são acusados por fraude processual. A denúncia inclui a imputação do crime de tortura qualificada contra seis vítimas a três dos acusados. Parte do grupo ainda responderá pela prática de coação no curso do processo.

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