Polícia

Madrasta mata enteada a tiros na área rural de Igrejinha

Suspeita de matar Maria Helena de Souza fugiu após crime em Rochedo

Propriedade onde enteada foi morta por madrasta em Rochedo, no interior de Igrejinha
Propriedade onde enteada foi morta por madrasta em Rochedo, no interior de Igrejinha Foto : Marcel Horowitz / Especial CP

Uma mulher de 63 anos está foragida desde sábado, quando fugiu após assassinar a enteada em Rochedo, na área rural de Igrejinha, no Vale do Paranhana. A vítima foi identificada como Maria Helena de Souza, 50 anos. O sepultamento ocorreu nesta segunda-feira no Cemitério Parque das Araucárias, em Canela, na Serra.

De acordo com a Polícia Civil, a vítima foi alvejada com espingarda .12 enquanto fazia visita ao pai, 66 anos, dentro da casa dele. Ela teria brigado com sua madrasta antes de ser atingida. Morreu na presença do filho de 21 anos.

Também segundo apuração policial, a idosa fugiu através de uma área de mata. Uma ordem de prisão preventiva contra ela foi solicitada à Justiça. Nenhuma das envolvidas tinha antecedentes.

A reportagem do Correio do Povo esteve em Rochedo, conversando com moradores, na noite desse domingo. Eles disseram que a motivação do homicídio poderia ter sido financeira, adicionando que outras desavenças entre madrasta e enteada já teriam ocorrido antes desse caso.

Os vizinhos descreveram a suspeita e seu marido como “casal de trabalhadores”, de atuação no ramo dos defensivos agrícolas. Em um dos serviços, o homem caiu do cavalo e fraturou o quadril. Ele ficou hospitalizado em Canoas, na Região Metropolitana, onde passou por cirurgia, recebendo alta na última quinta-feira.

A orientação médica ao paciente teria sido de três meses em repouso, com previsão de mais uma operação médica, antes da volta ao trabalho. Conforme os relatos da vizinhança, ele pretendia custear esse segundo procedimento com recursos particulares, evitando a lista de espera do Sistema Único de Saúde (SUS). Inclusive, com isso em mente, teria até vendido um touro.

O delegado Ivanir Caliari, à frente da investigação, evitou cravar a motivação do crime antes do fim das diligências. “Sempre há muitas teses. Vamos trabalhar para saber qual é a correta”, ponderou.

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