Foi coletado material genético da mãe e do filho de nove anos do policial militar Cristiano Domingues Francisco, suspeito do desaparecimento de três pessoas da mesma família em Cachoeirinha, na Região Metropolitana. A coleta ocorreu na tarde dessa quarta-feira, por iniciativa da Polícia Civil, na 2ª DP do município. O objetivo é fazer comparação com os vestígios de sangue encontrados na casa de Silvana Germann Aguiar, ex-esposa do PM, que está desaparecida.
De acordo com o Instituto-Geral de Perícias (IGP), o sangue que estava no imóvel é humano, mas as análises feitas até o momento têm sido inconclusivas, principalmente por conta da falta de comparativos. Somado a isso, impressões digitais seguem sob averiguação dos peritos. A expectativa deles é que a coleta genética do menino, que também é filho de Silvana, indique de quem são os vestígios na residência dela.
Doação genética ocorreu após injúria
Avó e neto doaram o material genético por volta das 15h30min. Horas antes, pelas 12h45min, eles foram alvo de injúria na rua Guaíba, no bairro Vila Anair. Segundo o relatado de testemunhas, a dupla fazia compras em uma padaria na região, sendo abordada por um homem quando retornava do estabelecimento.
A criança teria sido indagada com o seguinte questionamento: “sabia que teu pai matou tua mãe?”, em tom de deboche. O sujeito foi detido.
Pouco antes de entrar na viatura do 26º BPM, ele disse à reportagem do Correio do Povo que não sabia o motivo da detenção, mas argumentou que teria emprestado R$ 10 mil para Silvana, justificando que a cobrança da suposta dívida gerou a confusão. Não há comprovação de tal débito.
Essa ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento de Gravataí. Após o registro, mãe e filho do PM retornaram para Cachoeirinha, fazendo a coleta genética na 2ª DP.
Desaparecimento de família
Cristiano Domingues Francisco, 39 anos, está preso temporariamente desde o dia 10 de fevereiro, no Batalhão de Operações Especiais (Boe), em Porto Alegre. Antes disso, atuava no 15º BPM, em Canoas.
O PM é investigado por participação no sumiço de sua ex-esposa, Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, e dos pais dela, Isail Vieira e Dalmira Germann de Aguiar, respectivamente 69 e 70 anos, entre os dias 24 e 25 de janeiro. Ele nega envolvimento no ocorrido.
A Polícia Civil indica que, 15 dias antes de desaparecer, Silvana foi ao Conselho Tutelar e relatou que seu filho teria intolerância à lactose e que Cristiano ofereceria alimentos fora de sua dieta. A família de Cristiano alega não saber das restrições, com laudo contestando tal diagnóstico. O menino está aos cuidados da avó paterna.
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