A morte da jovem de 26 anos encontrada na madrugada de domingo na avenida Beira-Mar, na praia do Cassino, em Rio Grande, continua cercada de mistério. Embora o caso tenha sido inicialmente tratado como possível feminicídio, a Polícia Civil afirma que ainda não há elementos suficientes para confirmar a motivação do crime e trabalha com outras hipóteses.
Segundo a delegada da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Rio Grande, Alexandra Perez Sosa, a vítima não mantinha nenhum relacionamento atualmente e não possuía histórico de registros de violência doméstica.
As dúvidas sobre o eventual envolvimento afetivo da mulher também levantam questionamentos sobre a real motivação do crime. "Não sabemos exatamente se foi feminicídio ou homicídio por algum outro motivo", afirmou a delegada.
O corpo foi encontrado próximo às dunas, em uma das entradas da praia do Cassino. Conforme a investigação, a mulher apresentava múltiplos ferimentos concentrados na cabeça e no rosto. "Ela recebeu muitos golpes na face e na cabeça. Não há ferimentos por faca nem por disparos de arma de fogo", explicou Alexandra.
As circunstâncias que antecederam o crime também intrigam os investigadores. De acordo com familiares, a jovem fazia tratamento com medicamentos e permaneceu sozinha em casa durante parte do sábado. Depois disso, não foi mais vista.
As primeiras diligências indicam que ela deixou a residência desacompanhada. "Com o que conseguimos apurar até o momento, ela foi vista saindo sozinha de casa e caminhando nas proximidades da praia. Ela não levou bolsa nem celular", relatou a delegada.
O corpo foi reconhecido pela família ainda na manhã de domingo. Desde então, a Polícia Civil realiza diligências para reconstruir o deslocamento da vítima, identificar possíveis testemunhas e analisar imagens que possam indicar por onde ela passou antes de ser morta.
A investigação segue em andamento e o resultado dos laudos periciais também deverá auxiliar nos trabalhos da Polícia Civil.