Polícia

Operação contra abigeato prende dois suspeitos e apreende 13 armas de fogo na Fronteira Oeste

Investigação da Polícia Civil aponta atuação de grupo criminoso envolvido em furtos de animais, carneadas clandestinas e invasões a propriedades rurais

Armas foram apreendidas durante a operação policial
Armas foram apreendidas durante a operação policial Foto : Polícia Civil / CP

A Polícia Civil deflagrou a Operação Calibre Restrito para combater uma organização criminosa investigada por envolvimento em crimes de abigeato na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. A ofensiva resultou na prisão em flagrante de dois suspeitos e na apreensão de 13 armas de fogo, além de grande quantidade de munições de diversos calibres.

A ação foi realizada pela 2ª Delegacia Especializada na Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato (Decrab) de Alegrete, sob coordenação do delegado Jair Francisco dos Anjos, com apoio de policiais civis da Operação Protetor de Fronteiras e Divisas – Brasil Contra o Crime Organizado e da 1ª Delegacia de Polícia de Alegrete.

Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início após a identificação da atuação de um grupo responsável pela prática reiterada de abigeatos na região. As diligências apontaram a existência de um esquema criminoso envolvendo furtos de animais, carneadas clandestinas, receptação, posse irregular de armas de fogo e invasão de propriedades rurais.

Conforme a corporação, os elementos reunidos indicam que os investigados atuavam de forma coordenada e utilizavam armamentos para intimidar vítimas durante a prática dos crimes.

Além das armas e munições, os policiais apreenderam aparelhos eletrônicos e outros materiais que serão submetidos à perícia. O objetivo é aprofundar as investigações, identificar eventuais coautores e receptadores e esclarecer completamente a atuação do grupo.

De acordo com a Polícia Civil, a retirada do arsenal de circulação representa um importante resultado no enfrentamento à criminalidade rural, reduzindo o potencial ofensivo dos investigados e reforçando a segurança no campo. A corporação destacou ainda que seguirá intensificando as ações de repressão ao abigeato e demais crimes que afetam produtores rurais e a atividade agropecuária no Estado.

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