Polícia

Operação desarticula grupo suspeito de atentar contra brigadianos

Operação Diffidere cumpriu nove ordens judiciais de prisão preventiva

Ação cumpriu 21 mandados de busca e apreensão em Porto Alegre
Ação cumpriu 21 mandados de busca e apreensão em Porto Alegre Foto : Polícia Civil / Divulgação / CP

Na manhã desta quarta-feira, a Polícia Civil, por meio da 6ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Porto Alegre (6ª DPHPP/DHPP), coordenados pela Delegada de Polícia Marcela Ehler, em conjunto com a Brigada Militar, desencadeou a Operação Diffidere.

A ação visa desarticular parte de estrutura de organização criminosa, prendendo suspeitos de fazerem parte do braço armado de grupo criminoso que atentou contra a vida de policiais militares na região sul da Capital, bairro Cristal, no mês de janeiro deste ano.

Foram cumpridas 30 ordens judiciais na Capital, sendo 09 de prisão preventiva e 21 de busca e apreensão. Três pessoas foram presas.

Além do ataque aos agentes da segurança pública, a operação foi desencadeada para prender o grupo suspeito de cometer outras três tentativas de homicídio e dois homicídios consumados, todos perpetrados pela mesma motivação: a desconfiança de que as vítimas estariam repassando informações para uma organização criminosa rival.
Segundo a delegada Marcela Ehler, a investigação teve início em 17 de janeiro do corrente ano, quando indivíduos pertencentes ao grupo criminoso acima referido ceifou a vida de um homem, por desconfiar que ele estaria repassando informações ao grupo rival. No dia seguinte, sob o mesmo argumento, o grupo atentou contra a vida de um jovem, que sequer possuía antecedentes criminais ou qualquer envolvimento com o crime organizado.
Em 24 de janeiro, o mesmo grupo atentou contra a vida dos policiais militares que realizavam atividades preventivas em uma área de atuação do tráfico de drogas, muito próxima aos locais em que ocorreram os crimes supracitados.
Conforme o Diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Delegado de Polícia Mário Souza, “a tentativa de homicídio de policiais, os quais estão a serviço da lei e da sociedade, é um ato gravíssimo realizado pelo crime organizado” e “os executores e principalmente os líderes serão investigados e punidos com prisão, lavagem de dinheiro, revista em presídio e transferências para presídios de segurança máxima por terem autorizado tal ato contra policiais civis e militares.”

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