O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio da Procuradoria da Função Penal Originária (PFPO), cumpriu, nesta quinta-feira, mandados de busca e apreensão na sede da Prefeitura de Liberato Salzano e Secretaria Municipal de Obras, bem como em residências de agentes públicos e empresários investigados, e em seus respectivos empreendimentos (nos municípios de Cerro Grande e Taquaruçu do Sul), onde foram arrecadados documentos e equipamentos eletrônicos.
Cumpridos, também, em relação a empresários, mandado de proibição de exercer direta ou indiretamente qualquer espécie de atividade de natureza econômica/financeira com o Poder Público e suspensão dos contratos firmados, que estejam em andamento com o município de Liberato Salzano. As ordens foram expedidas pela Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.
Na Operação “Pedra Lascada” apura-se a ocorrência de delitos licitatórios, corrupção ativa e passiva, desvio de recurso públicos e falsidade ideológica. Constam como investigados agentes públicos e empresários envolvidos nas licitações e negociações suspeitas.
As investigações são conduzidas pela Promotora de Justiça Mariana de Azambuja Pires, sob a coordenação do Procurador de Justiça Fábio Costa Pereira, Coordenador da Procuradoria da Função Penal Originária. Participaram, ainda, da Operação os Promotores de Justiça André Coelho e Letícia Elsner Pacheco, mediante o apoio de servidores e policiais adidos do Ministério Público, bem como de integrantes do 3° Batalhão de Choque.
Em nota, o prefeito Gilson de Carli informa que o município e os agentes públicos estão colaborando com o MPRS para o esclarecimento das denúncias. Carli pede celeridade na investigação e questiona os motivos da ação no município, já que a empresa atua em outros municípios. "Só fica meu questionamento e, com angústia, quanto a dilapidação da minha imagem, por que justamente Liberato Salzano foi alvo de investigação e palco desses atos midiáticos, sendo que a empresa investigada atua em vários Municípios"
• Confira a nota na íntegra
“Eu, Gilson de Carli, Prefeito de Liberato Salzano, venho esclarecer em relação ao cumprimento do Mandado de Busca e Apreensão de documentos, originário de denúncia, na sede da Prefeitura Municipal e demais locais, alvos da operação “Pedra Lascada", realizada na manhã do dia 28 de maio de 2026 em Liberato Salzano, Cerro Grande e Taquaruçu do Sul.
Neste momento, venho informar que o Município e os seus agentes públicos estão em fiel cumprimento e colaboração com o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul para averiguar as informações necessárias para o fiel esclarecimento dos atos e punição, se houver, de eventuais culpados.
Espero, por parte do Ministério Público, que sejam apurados o quanto antes os supostos erros, irregularidades ou demais vícios em relação à Operação para não comprometer o erário e também os serviços públicos em andamento, sempre presando pela transparência, publicidade e eficiência, que sempre segui durante meus 34 anos de vida pública. Sendo seis mandatos eletivos.
Coloco-me, inclusive, à disposição de que meus bens, contas bancárias e demais ativos patrimoniais sejam investigados para comprovar que nunca houve enriquecimento ilícito ou corrupção pela minha parte. A totalidade dessas informações, aliás, são publicadas e transparentes em meios oficiais, como portal da transparência, licitacon e plataforma do BLL.
Só fica meu questionamento e, com angústia, quanto a dilapidação da minha imagem, por que justamente Liberato Salzano foi alvo de investigação e palco desses atos midiáticos, sendo que a empresa investigada atua em vários Municípios.
Já passei por muitas situações de denúncias, sempre superei e espero que onde tiver o bem, que prevaleça o bem.
Liberato Salzano, RS, 28 de maio de 2026
Gilson de Carli
Prefeito"