Polícia

Operação Pedra Lascada do MPRS cumpre mandados na Prefeitura de Liberato Salzano para apurar delitos licitatórios

Além da sede do Executivo municipal, a Secretaria de Obras, agentes públicos e empresários também foram alvos da ação

Operação “Pedra Lascada” do MPRS apura a ocorrência de delitos licitatórios, corrupção ativa e passiva, desvio de recurso públicos e falsidade ideológica
Operação “Pedra Lascada” do MPRS apura a ocorrência de delitos licitatórios, corrupção ativa e passiva, desvio de recurso públicos e falsidade ideológica Foto : MPRS / Divulgação / CP

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio da Procuradoria da Função Penal Originária (PFPO), cumpriu, nesta quinta-feira, mandados de busca e apreensão na sede da Prefeitura de Liberato Salzano e Secretaria Municipal de Obras, bem como em residências de agentes públicos e empresários investigados, e em seus respectivos empreendimentos (nos municípios de Cerro Grande e Taquaruçu do Sul), onde foram arrecadados documentos e equipamentos eletrônicos.

Cumpridos, também, em relação a empresários, mandado de proibição de exercer direta ou indiretamente qualquer espécie de atividade de natureza econômica/financeira com o Poder Público e suspensão dos contratos firmados, que estejam em andamento com o município de Liberato Salzano. As ordens foram expedidas pela Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.

Na Operação “Pedra Lascada” apura-se a ocorrência de delitos licitatórios, corrupção ativa e passiva, desvio de recurso públicos e falsidade ideológica. Constam como investigados agentes públicos e empresários envolvidos nas licitações e negociações suspeitas.

As investigações são conduzidas pela Promotora de Justiça Mariana de Azambuja Pires, sob a coordenação do Procurador de Justiça Fábio Costa Pereira, Coordenador da Procuradoria da Função Penal Originária. Participaram, ainda, da Operação os Promotores de Justiça André Coelho e Letícia Elsner Pacheco, mediante o apoio de servidores e policiais adidos do Ministério Público, bem como de integrantes do 3° Batalhão de Choque.

Em nota, o prefeito Gilson de Carli informa que o município e os agentes públicos estão colaborando com o MPRS para o esclarecimento das denúncias. Carli pede celeridade na investigação e questiona os motivos da ação no município, já que a empresa atua em outros municípios. "Só fica meu questionamento e, com angústia, quanto a dilapidação da minha imagem, por que justamente Liberato Salzano foi alvo de investigação e palco desses atos midiáticos, sendo que a empresa investigada atua em vários Municípios"

• Confira a nota na íntegra

“Eu, Gilson de Carli, Prefeito de Liberato Salzano, venho esclarecer em relação ao cumprimento do Mandado de Busca e Apreensão de documentos, originário de denúncia, na sede da Prefeitura Municipal e demais locais, alvos da operação “Pedra Lascada", realizada na manhã do dia 28 de maio de 2026 em Liberato Salzano, Cerro Grande e Taquaruçu do Sul.

Neste momento, venho informar que o Município e os seus agentes públicos estão em fiel cumprimento e colaboração com o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul para averiguar as informações necessárias para o fiel esclarecimento dos atos e punição, se houver, de eventuais culpados.

Espero, por parte do Ministério Público, que sejam apurados o quanto antes os supostos erros, irregularidades ou demais vícios em relação à Operação para não comprometer o erário e também os serviços públicos em andamento, sempre presando pela transparência, publicidade e eficiência, que sempre segui durante meus 34 anos de vida pública. Sendo seis mandatos eletivos.

Coloco-me, inclusive, à disposição de que meus bens, contas bancárias e demais ativos patrimoniais sejam investigados para comprovar que nunca houve enriquecimento ilícito ou corrupção pela minha parte. A totalidade dessas informações, aliás, são publicadas e transparentes em meios oficiais, como portal da transparência, licitacon e plataforma do BLL.

Só fica meu questionamento e, com angústia, quanto a dilapidação da minha imagem, por que justamente Liberato Salzano foi alvo de investigação e palco desses atos midiáticos, sendo que a empresa investigada atua em vários Municípios.

Já passei por muitas situações de denúncias, sempre superei e espero que onde tiver o bem, que prevaleça o bem.

Liberato Salzano, RS, 28 de maio de 2026

Gilson de Carli

Prefeito"

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