A Polícia Civil prendeu preventivamente duas pessoas na manhã desta quinta-feira, durante a Operação Lei do Cão, em Esteio, na Região Metropolitana. Os investigados são suspeitos de integrar um esquema de extorsão qualificada relacionado à venda informal de veículos. Entre os alvos está um advogado.
Além das prisões, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e determinado o bloqueio de valores dos investigados. A ação foi coordenada pela Delegacia de Polícia de Esteio.
De acordo com a investigação, os suspeitos negociavam veículos sem a formalização de contratos e, posteriormente, constrangiam os compradores a devolver os automóveis ou realizar novos pagamentos. Para isso, faziam graves ameaças, em alguns casos, com o uso de arma de fogo.
Um dos casos apurados envolve uma vítima que teria desembolsado mais de R$ 100 mil na compra de um veículo. Mesmo após quitar o valor acertado pela compra, a vítima teria sido surpreendida pelos investigados em seu estabelecimento comercial, em Canoas. Sob ameaça com arma de fogo, eles teriam retirado o veículo sem autorização e o levado para uma revenda em Esteio. Durante a ação, um dos suspeitos afirmou que não adiantaria procurar advogado ou a Polícia, pois, nos negócios do grupo, prevaleceria a "lei do cão", expressão que deu nome à operação.
Segundo a Polícia Civil, a investigação também identificou outros registros de ocorrências envolvendo ameaças e práticas semelhantes em negociações de veículos, indicando a possível existência de outras vítimas e a repetição dos crimes.
Mandados cumpridos
A Delegacia de Polícia de Esteio pediu as prisões preventivas dos suspeitos, que foram aceitas pelo Ministério Público e decretadas pela Justiça.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam diversos objetos relacionados à investigação. Também foi lavrado auto de prisão em flagrante por posse ilegal de uma arma de fogo com numeração suprimida e de duas armas de fogo de uso permitido, localizadas no escritório da revenda de veículos.
Após a operação, os presos foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça. A investigação continua para esclarecer completamente o caso e identificar outras possíveis vítimas.