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Polícia Civil investiga armação para incriminar homem em disputa pela guarda do filho em Jaguari

Ex-companheira é apontada como responsável pelo plano, que teria contado com a participação de uma policial militar e de um advogado

Ação foi deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira
Ação foi deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira Foto : Polícia Civil / CP

A Polícia Civil investiga uma suposta armação criminosa que teria sido planejada pela ex-companheira de um morador de Jaguari, na Região Central do Estado, em meio a uma disputa judicial pela guarda do filho. Conforme a investigação, ela teria contado com a participação de uma policial militar e de um advogado para tentar incriminar o homem por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo.

O caso ocorreu em 12 de julho, quando a Brigada Militar (BM) recebeu aproximadamente 19 ligações denunciando uma suposta ocorrência de violência doméstica e informando que havia uma arma escondida no pátio da residência do morador.

Durante a intervenção policial, foram apreendidos um revólver calibre .32, munições de diferentes calibres, cerca de 75 gramas de cocaína e 49 gramas de maconha. O casal que estava no imóvel foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento.

As investigações posteriores, no entanto, apontaram indícios de que os materiais ilícitos teriam sido colocados clandestinamente no imóvel por terceiros para provocar a prisão do morador. A Polícia Civil identificou quatro suspeitos de envolvimento na suposta armação e representou pela prisão temporária dos investigados.

Para reconstruir a dinâmica dos fatos, os investigadores analisaram imagens de câmeras de segurança, registros telefônicos, imagens de pedágios e dados fornecidos por empresas de tecnologia. Segundo a Polícia Civil, as informações permitiram acompanhar o deslocamento dos suspeitos de Porto Alegre até Jaguari.

A investigação aponta que a policial militar e outro investigado teriam executado a ação. Para dificultar a identificação, eles teriam utilizado um veículo alugado e linhas telefônicas habilitadas em nome de terceiros.

Conforme a Polícia Civil, o advogado teria participado do planejamento e fornecido apoio logístico para a execução do plano. A motivação atribuída à ex-companheira seria a disputa judicial pela guarda do filho.

Os investigadores identificaram ainda indícios de planejamento prévio, divisão de tarefas e uso de mecanismos destinados a ocultar a identidade dos envolvidos.

Diante dos elementos reunidos, a autoridade policial representou pela prisão temporária dos quatro investigados pelo prazo de 30 dias, para aprofundamento das diligências.

Os suspeitos são investigados por associação criminosa, denunciação caluniosa, tráfico de drogas e crimes relacionados a armas de fogo.

A Polícia Civil continuará investigando o caso, para esclarecer a participação individual de cada suspeito na suposta armação e as circunstâncias em que os materiais ilícitos foram levados até o imóvel.

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