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Polícia Civil prende suspeito de homicídio de jovem desaparecido em Nova Santa Rita

Operação cumpriu nove mandados de busca e apreensão e resultou ainda na prisão em flagrante de homem com três armas e munições

Armas foram apreendidas pela Polícia Civil durante a ação
Armas foram apreendidas pela Polícia Civil durante a ação Foto : Polícia Civil / CP

A Polícia Civil prendeu preventivamente nesta sexta-feira, um suspeito de envolvimento no homicídio de um jovem de 19 anos em Nova Santa Rita, na Região Metropolitana. A prisão ocorreu durante a Operação Último Contato, deflagrada pela Delegacia de Polícia de Nova Santa Rita para avançar na investigação do crime.

Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão. Cinco foram realizados em Nova Santa Rita, três no sistema prisional de Charqueadas e um em Cachoeira do Sul. Durante as diligências, outro homem foi preso em flagrante por posse de armas.

Com ele, segundo a Polícia Civil, foram apreendidos uma espingarda calibre 20, um revólver calibre .22 e outro calibre .38, além de munições desses calibres e também de 9 milímetros. Telefones celulares também foram recolhidos.

A investigação começou após o desaparecimento do jovem, em 11 de junho, por volta das 21h, em Nova Santa Rita. Conforme a Polícia Civil, elementos reunidos durante as diligências indicam que ele teria sido retirado do local onde trabalhava por indivíduos que utilizavam uma Renault Kangoo branca.

O veículo foi identificado a partir da análise de imagens de câmeras de videomonitoramento em diferentes pontos da cidade. Depois do crime, segundo os investigadores, a Kangoo foi abandonada em outro município da Região Metropolitana, embaixo de uma ponte, nas proximidades da Ilha da Pintada, em uma tentativa de ocultar provas.

Dez dias após o desaparecimento, em 21 de junho, o corpo do jovem foi localizado em uma área rural do município. A investigação também identificou indícios de que a vítima teria envolvimento com o tráfico de drogas. Essa circunstância é considerada uma das linhas investigativas para esclarecer a motivação do homicídio.

Nesta sexta-feira, com apoio do Instituto-Geral de Perícias (IGP), foram coletadas novas amostras de DNA para confronto com material genético encontrado no veículo que teria sido utilizado no crime. As diligências também buscaram novos elementos para identificar outros envolvidos e reconstruir a dinâmica do homicídio.

O delegado regional Cristiano Reschke afirmou que a investigação apresentou dificuldades devido às circunstâncias do crime, como o desaparecimento da vítima, a ausência de imagens dos autores, o uso de uma área rural para a execução e o descarte do corpo, além do abandono do veículo em outro local. “Era um crime de difícil elucidação em razão das circunstâncias: vítima desaparecida; sem imagens de autores; uso de área rural para execução do crime e descarte do corpo; veículo em local diverso e parcialmente dentro d'água, além dos desafios ordinários de uma investigação”, afirmou.

Segundo Reschke, as provas foram produzidas de forma técnica ao longo da apuração. “Considero que estamos no caminho certo para a total responsabilização dos autores e esclarecimento dos fatos”, declarou.

Os presos foram encaminhados ao sistema prisional após os procedimentos de praxe. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis participantes e esclarecer integralmente o crime.

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