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Polícia intensifica buscas na tentativa de localizar família Aguiar, desaparecida de Cachoeirinha há um mês

O ex-marido de Silvana Germann Aguiar, apontado como principal suspeito do caso, manteve-se em silêncio durante os depoimentos

A Polícia Civil tem intensificado ao longo dos últimos dias as buscas na área rural das cidades de Gravataí e também de Viamão
A Polícia Civil tem intensificado ao longo dos últimos dias as buscas na área rural das cidades de Gravataí e também de Viamão Foto : Fabiano do Amaral

O desaparecimento da família Aguiar segue intrigando moradores de Cachoeirinha, na Região Metropolitana. O ex-marido de Silvana Germann Aguiar, e policial militar, de 39 anos, detido temporariamente, apontado como principal suspeito do sumiço da família manteve-se em silêncio durante os depoimentos. O advogado de defesa do PM, Jeverson Barcellos, reafirma a inocência de seu cliente e diz que "o silêncio é um direito constitucional."

A Polícia Civil tem intensificado ao longo dos últimos dias as buscas na área rural das cidades de Gravataí e também de Viamão, e segue analisando dados de celulares para esclarecer o caso, que envolve suspeitas de feminicídio e duplo homicídio. O desaparecimento da família, que também inclui Isail Vieira Aguiar e Dalmira Germann de Aguiar, respectivamente de 69 e 70 anos, já completa um mês.

Em Gravataí, as buscas ocorreram em um sítio da família do policial militar. Conforme os investigadores, nenhum elemento relevante à investigação foi encontrado no imóvel. Cada denúncia que chega à polícia é averiguada com cautela.

O PM está detido desde o dia 10 de fevereiro no Batalhão de Operações Especiais (Boe), em Porto Alegre. Ele nega qualquer envolvimento nos fatos. Na última sexta-feira, o irmão dele prestou depoimento como testemunha junto à 2ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha e na quinta-feira foi a vez da atual companheira do PM prestar novo esclarecimento. Na ocasião, ela forneceu as senhas do celular e do notebook do suspeito, que foram apreendidos também no dia 10 de fevereiro. Ela nega participação no crime.

A Polícia também informou que os laudos do IGP apontaram que o sangue encontrado na casa de Silvana é humano e a linha de investigação da polícia ainda é relacionada com tensões familiares. O veículo vermelho que foi visto entrando e saindo do pátio de Silvana ainda é uma incógnita.

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