Polícia

PUCRS inaugura bancos vermelhos em campanha contra a violência de gênero e o feminicídio

Foram instaladas três estruturas: no Campus da Universidade, no Tecnopuc e no Hospital São Lucas

Com a iniciativa, a PUCRS passa a integrar o Movimento Bancos Vermelhos, que utiliza os bancos como espaços de memória, reflexão e mobilização para o enfrentamento à violência contra as mulheres
Com a iniciativa, a PUCRS passa a integrar o Movimento Bancos Vermelhos, que utiliza os bancos como espaços de memória, reflexão e mobilização para o enfrentamento à violência contra as mulheres Foto : Alina Souza

A Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) inaugurou, nesta sexta-feira, três bancos vermelhos em ação simbólica de conscientização e prevenção à violência contra a mulher e ao feminicídio. A Universidade aderiu à iniciativa internacional do Movimento Bancos Vermelhos, de conscientização e prevenção à violência de gênero e ao assédio moral e sexual. Até essa sexta-feira, o Rio Grande do Sul registra mais de 50 casos de feminicídio.

Uma cerimônia marcou a inauguração das três estruturas, que foram instaladas no Campus da Universidade, no Tecnopuc e no Hospital São Lucas. A iniciativa tem parceria com o Ministério Público do Rio Grande do Sul, e também faz parte do Programa Travessias, que reúne iniciativas de formação, pesquisa, cultura, acolhimento e promoção da vida na Universidade.

Simone Engler Hahn, diretora de identidade da PUCRS, falou sobre as ações de enfrentamento à violência que a instituição se envolve, ao lado do reitor da PUCRS, Manuir José Mentges | Foto: Alina Souza

Para a diretora de identidade da PUCRS, Simone Engler Hahn, o banco é uma materialização, mas tem o seu caráter de trazer o espaço de acolhimento para as mulheres, e também atua como uma ferramenta de protesto contra esse tipo de violência. “Esse tema atravessa a nossa sociedade de uma forma muito dura. Todas as instituições e a sociedade são convidadas a combater esse tipo de violência. Entendemos que é um espaço estratégico de promoção da vida, de posicionamento e de trazermos reflexões.”

“Há alguns anos, nós lançamos um documento que é uma política de prevenção e enfrentamento ao assédio sexual, e uma cartilha que orienta toda a nossa comunidade. Todos os nossos professores, pesquisadores e técnicos estão passando por um processo de formação sobre esse tema. É a partir disso que a PUCRS pretende se posicionar, não só internamente, mas junto com os organismos em relação a este tema”, destacou o reitor da Universidade, Manuir José Mentges.

Procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), Alexandre Saltz, destacou a importância da parceria entre as instituições. | Foto: Alina Souza

O procurador-geral de Justiça, Alexandre Saltz, ressaltou o papel do Ministério Público no atendimento às vítimas de violência além dos processos judiciais, e, também, na atuação para combater as raízes da violência. Segundo ele, a Universidade também tem o seu papel nesse tipo de discussão. “Precisamos falar cada vez mais sobre violência contra a mulher e utilizar todos os espaços para isso. E a Universidade é um espaço muito apropriado para esse tipo de discussão, não só pela quantidade de pessoas que passam aqui, mas também por ser um local de formação de conhecimento.”

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