Cerca de oito horas depois do restaurante Dom Inácio ter sido atingido por um avião em Capão da Canoa, foi concluída a remoção dos corpos das quatro vítimas da queda. Douglas Roos, o dono do estabelecimento, ainda está calculando os prejuízos das perdas do local que comandava com sua família há um ano e três meses. "Estou chocado, abalado. Dentro de uma ordem normal, nós estaríamos trabalhando normalmente", relata.
A equipe do restaurante estava de férias desde o dia 15 de março, e a previsão de retorno era no dia 1° de abril. No entanto, há dois dias, por conta do calor, Douglas decidiu fazer uma reforma no salão à frente, para colocar um ar-condicionado. Ele reabriria no dia 10. Por conta do feriado de Páscoa, não havia ninguém no local no momento da ocorrência.
Caso o estabelecimento estivesse aberto às 10h48min, momento em que a queda do avião foi registrada, cerca de 60 pessoas estariam no local, estima Roos. "A tragédia teria sido muito grande. Foi um livramento", disse.
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A equipe de trabalho totaliza 15 pessoas, sendo cinco delas familiares de Douglas. No dia a dia, o restaurante servia buffet com churrasco ao meio dia; à noite, lanches.
Douglas ainda não tem dimensão da situação do imóvel, mas sabe que já perdeu tudo. "Foi perda total, 100%. Nada restou". Neste momento, ele ainda não pensa em opções para o destino do restaurante, que era alugado, mas pretende seguir com o estabelecimento, e isso ainda será conversado com o proprietário do imóvel.
O estabelecimento estava sem seguro desde 16 de março, até o dia 10 de abril, com a assinatura da apólice. "A gente estava fazendo uma transação de bancos, durante 10 anos ficou com seguro. Mas a gente vai verificar as possibilidades", relatou.