O prédio F da antiga CEEE registrou o terceiro foco de incêndio pelo terceiro dia consecutivo. As chamas começaram na última sexta-feira, 24, no edifício, que fica localizado na Avenida Joaquim Porto Villanova, em Porto Alegre. O local é atualmente a sede do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) e da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão do Estado do Rio Grande do Sul (SPGG).
O presidente do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores da Polícia Civil (Ugeirm), Isaac Ortiz, esteve no local na manhã desse domingo para acompanhar a situação, cobrando respostas imediatas das autoridades. “Nós gostaríamos que o Governo do Estado tivesse um cuidado melhor com a segurança pública no sentido das estruturas. A nossa sede estava desocupada há anos e não houve uma avaliação criteriosa para que fosse ocupada,” afirma. Ortiz enfatiza que somente no ano passado, o Deic arrecadou 250 milhões de reais com apreensões. “Não vemos este dinheiro ser revertido para a nossa instituição”, conclui.
A Associação dos Delegados de Polícia do Rio Grande do Sul (ASDEP) informou, por meio de nota, que mesmo antes do fogo, as condições de trabalho oferecidas aos policiais não eram adequadas. “O prédio estava sem ar-condicionado e os policiais trabalhavam em condições sufocantes, de extremo calor. É muito triste ver essa situação com uma instituição que trabalha tanto pelo Estado e tanto retorno dá para a comunidade gaúcha”, afirma o presidente da ASDEP, Guilherme Wondracek.
O atual edifício do DEIC foi ocupado emergencialmente, em razão das enchentes de maio de 2024 que destruiu a antiga sede. O local, localizado na Avenida das Indústrias, ficou inundado por quase dois metros de água.