Um servidor dos Correios de Tramandaí, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, foi afastado de sua função pública por suspeita de desviar objetos de encomendas postais. Ele é investigado pela Polícia Federal (PF), por supostamente participar de esquema que teria gerado prejuízo de cerca de R$ 200 mil à empresa.
A medida ocorre no contexto da Operação Encomenda Paralela, deflagrada pela PF nesta quinta-feira, contra os crimes de peculato e receptação. Dois mandados de busca e apreensão cumpridos levaram a polícia a encontrar e apreender correspondências que constavam nos sistemas dos Correios como extraviadas.
A apuração aponta que o suspeito teria se aproveitado de sua função para desviar os bens, que deixavam de chegar aos destinatários. A empresa, responsável pelo ressarcimento dos clientes lesados, arcou com o prejuízo.
De acordo com a PF, a investigação teve início após comunicação feita pela empresa sobre o desaparecimento de encomendas de alto valor, como aparelhos celulares. Os Correios informaram em nota que acionaram os órgãos de segurança assim que foram identificadas atitudes suspeitas por parte do empregado em Tramandaí, por meio de seus sistemas de monitoramento e controle. A empresa também afirma que o crime se trata de um caso isolado.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam e que a análise do material apreendido na operação poderá indicar se existem outros envolvidos no crime.
Nota dos Correios:
"Por meio de seus sistemas de monitoramento e controle, os Correios acionaram os órgãos de segurança para iniciar as apurações assim que foram identificadas atitudes suspeitas por parte do empregado em Tramandaí. A empresa está tomando as medidas administrativas e cautelares cabíveis e reitera que mantêm estreita parceria com os entes de segurança pública para prevenir crimes contra os serviços postais. Os Correios esclarecem que se trata de um caso isolado, que não reflete a realidade da operação postal da empresa e nem o comprometimento de seus empregados com a integridade dos serviços prestados à população.”