Polícia

Servidores alertam para fragilidades em prédios da Polícia Civil gaúcha

Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores da Policia Civil (Ugeirm) manifesta preocupação após princípio de incêndio na sede do Deic em Porto Alegre

Princípio de incêndio foi registrado na sede do Deic
Princípio de incêndio foi registrado na sede do Deic Foto : Fabio Castro / Ugeirm / CP

O Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores da Policia Civil (Ugeirm) manifestou preocupação com a segurança de prédios da instituição no Rio Grande do Sul. A entidade faz o alerta um dia após a sede do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), em Porto Alegre, registrar um princípio de incêndio.

De acordo com o vice-presidente do Ugeirm, Fabio Castro, por conta do incidente, os agentes que trabalhavam no local foram obrigados a deixar o prédio às pressas. Ele adiciona que, desde que o Deic foi deslocado para o prédio, após a enchente de maio, os servidores trabalham em condições insalubres.

"As causas do incêndio ainda estão sendo apuradas, mas existe a suspeita de que pode ter sido pela sobrecarga do sistema de energia. Isso teria sido provocado pela utilização de muitos ventiladores, na tentativa de amenizar o calor extremo no interior do prédio”, ponderou o vice-presidente do Ugeirm.

Ainda conforme Fabio Castro, no início da semana, os servidores já tinham reclamado da falta de ar-condicionado e do excesso de calor ali. O vice-presidente do Ugeirm ainda destaca que o local, antiga sede de uma companhia de energia, estava desativado antes da enchente.

"Existe uma promessa de instalação de aparelhos de ar-condicionado, que não foi cumprida, o que tem levado os servidores a trabalhar em um calor extremo, inclusive com casos de policiais passando mal. É bom lembrar que o prédio estava desativado há muito tempo e foi uma solução emergencial. Para que ele fosse ocupado, seria necessário uma avaliação criteriosa, inclusive com o aval do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, além de investimentos do governo gaúcho”, disse Castro.