Em audiência de custódia realizada na manhã desta terça-feira, o Juiz de Direito Marcos La Porta da Silva do NUGESP converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante de um homem investigado por feminicídio qualificado, em Porto Alegre. Na decisão, o magistrado considerou presentes indícios de autoria e materialidade e apontou a necessidade da prisão para garantia da ordem pública.
Conforme o auto de prisão em flagrante, a Brigada Militar foi acionada, na manhã dessa segunda-feira, após a mãe da vítima pedir ajuda nas proximidades da residência onde ela estava, no Bairro Restinga. Segundo o relato da autoridade policial responsável pela prisão, o homem havia fechado o imóvel e permanecido em seu interior.
Os policiais realizaram um cerco à residência e efetuaram a prisão quando o investigado tentava deixar o local pelos fundos. Ainda de acordo com o relato considerado na decisão, durante a abordagem, ele teria admitido informalmente ter desferido golpes de faca contra a vítima. Também teria relatado ter arremessado contra ela um aparelho celular que estava em chamas sobre a chama de um fogão.
Na decisão, o magistrado fundamentou a análise nos depoimentos colhidos, nas fotografias e no relatório de atendimento do local do crime. Segundo o Juiz, os elementos reunidos nos autos apontam para um crime de violência contra a mulher, cujas circunstâncias revelam especial gravidade.
Diante deste contexto, o magistrado entendeu necessária a manutenção da prisão para garantia da ordem pública e reconheceu o preenchimento dos requisitos previstos no Código de Processo Penal. Com isso, converteu a prisão em flagrante em preventiva.