Política

Após articulação da base, LDO é aprovada na Assembleia

O texto foi aprovado junto das nove emendas votadas em comissão

Após articulação da base do governo, texto da LDO foi aprovada sem grandes dificuldades
Após articulação da base do governo, texto da LDO foi aprovada sem grandes dificuldades Foto : Fernando Gomes / ALRS/ CP

Mesmo com a tentativa do bloco de esquerda de inserir a emenda referente aos 12% de repasses para a saúde, o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) foi aprovado sem grandes dificuldades na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. A base do governo articulou e garantiu a aprovação do requerimento de preferência, aprovando em bloco as emendas que vieram da Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle (CFPFC), ainda que PT, Psol e PSB tenham votado contra.

O bloco de esquerda não acumulou votos suficientes para segurar a priorização. Havia também uma expectativa de que a inclusão da emenda dos repasses fosse apoiada pelo PDT, mas acabou não se concretizando. Apesar da articulação feita com outros membros da oposição, a falta de adesão do PDT não abalou o deputado Miguel Rossetto (PT), líder da ala de oposição à esquerda. “Faz parte do espaço de independência que os partidos têm na nossa aliança”, comentou o parlamentar. Durante os trâmites da LDO, o placar da votação manteve o mesmo: 39 favoráveis vindos da base, oposição à direita e PDT, contra 13 votos de PT, PSB e Psol.

Ao todo, foram incluídas nove emendas, sendo oito provenientes de parlamentares e uma de entidades civis.

Emendas que marcaram os debates da LDO

Apelidada de “Descongela” e vista com desagrado por alguns parlamentares da oposição à esquerda, foi aprovada a emenda que possibilita o pagamento de diferenças retroativas de anuênio, triênio, quinquênio, sexta-parte, licença-prêmio e outras premiações do serviço público, que estão paralisadas desde a pandemia. Conforme informado pela Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz-RS), o descongelamento deve ter um impacto fiscal de R$33 milhões no orçamento.

A única emenda de comissão incluída, protocolada pelo deputado Joel Wilhelm (PP), se refere a aplicação dos aportes orçamentários voltados a melhorias e reformas em rodovias. No texto, orienta-se que esses repasses sejam “preferencialmente” direcionados a órgãos estatais componentes, como a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) e o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer). Durante a votação na CFPFC, a emenda passou mesmo com o voto contrário da base do governo. No plenário, porém, foi incluída dentro do bloco de emendas e passou sem ressalvas.

Com a LDO aprovada, a ALRS tem aval para entrar em recesso, que está marcado entre os dias 17 e 31 de julho. Após esse período de pausa, os parlamentares terão de enfrentar pautas como o relatório da CPI dos Pedágios e a votação do veto do governador em relação ao CRLV. O governador tem até 15 dias úteis para sancionar a LDO.

Em relação ao orçamento, a próxima etapa é a redação da Lei Orçamentária Anual (LOA). O Executivo precisa enviar o proposta da LOA para ALRS até 15 de setembro. Os parlamentares tem até o fim das atividades da ALRS em 2026 para debater, sugerir alterações e aprovar a LOA.