Política

Associação de Minerais Críticos volta a pedir que Estado não intervenha na mineração, mas quer apoio do governo a projetos

Bredan pede que o governo federal trabalhe junto ao setor oferecendo "apoio, incentivo fiscal e financiamento" a projetos em fase de pesquisa

Projetos na fase de pesquisa precisam de investimento por cerca de dez anos até que se tenha algum retorno
Projetos na fase de pesquisa precisam de investimento por cerca de dez anos até que se tenha algum retorno Foto : Camila Cunha / Serviço Geológico do Brasil / CP

O diretor-executivo da Associação de Minerais Críticos (AMC), Frederico Bedran, voltou a afirmar nesta quinta-feira, 8, que a mineração no Brasil não precisa de intervenção do Estado para se desenvolver.

Ao mesmo tempo, ele pede que o governo federal trabalhe junto ao setor oferecendo "apoio, incentivo fiscal e financiamento" a projetos em fase de pesquisa, quando há grande necessidade de investimento financeiro por longo período de tempo - cerca de dez anos - até que se tenha algum retorno.

"A mineração não precisa da mão do Estado. Nenhum minerador pediu benefícios. A gente precisa de apoio, incentivo fiscal, financiamento para essa etapa que é tão sensível. Isso é estratégia", afirmou durante fala na abertura do seminário "Minerais Críticos: da Nova Lei à Transformação Industrial", realizado pelo Instituto Diálogos, em Brasília (DF).

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O setor mineral ainda espera pela regulamentação do Marco Legal, de modo a que se defina quais serão os critérios tomados como referência pelo Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), vinculado à Presidência da República (Casa Civil), responsável por planejar, coordenar e acompanhar a política, definir a lista de minerais críticos/estratégicos (com base em propostas do Ministério de Minas e Energia) e priorizar projetos e movimentação acionárias no setor.

O pedido do setor é que, durante a regulamentação dos instrumentos que guiarão a condução do CIMCE, sejam definidos critérios que impeçam a intervenção excessiva do Executivo sobre o setor.