Em ritmo de contagem regressiva para as eleições de 2026, os eleitores têm até o dia 6 de maio para regularizar pendências junto à Justiça Eleitoral, emitir o primeiro título de eleitor e efetuar o cadastramento biométrico. Até esta data também é possível transferir o título de cidade, mudar o local de votação, atualizar dados pessoais ou quitar débitos. A partir do dia 7 de maio, os serviços estarão fechados.
“Todos os documentos que eu estou fazendo este ano são essenciais para que eu possa construir a minha vida, porque querendo ou não, sem documento não tem como provar quem eu sou. E se eu não sou ninguém, eu não consigo construir o que eu quero”, afirmou a estudante Maria Eduarda Bastos, de 18 anos. E foi isso que a levou à 143ª Zona Eleitoral de Cachoeirinha para fazer seu primeiro título eleitoral e ter a oportunidade de participar das eleições deste ano.
Para ela, ter uma documentação regularizada “é algo necessário”. Eleitores em situação irregular enfrentam restrições, como impedimento na emissão de passaporte, dificuldades para matrícula em universidades e posse em concursos públicos, assim como o rebaixamento da conta GOV.BR, o que prejudica o acesso a benefícios como o Bolsa Família e a serviços do INSS.
Com a proximidade do final do prazo, a recomendação da Justiça Eleitoral é regularizar pendências o quanto antes. Segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS), desde o início do ano, já foram registrados 148.182 atendimentos relacionados ao título no Estado, sendo cerca de 53,6 mil emissões do primeiro título.
Assim como a Justiça Eleitoral, Maria Eduarda manda um recado claro para os jovens: não deixe para a última hora. “Assim que tiver um tempo livre e estiver em casa de bobeira, já começa antecipando essas coisas, porque é essencial”, recomenda a estudante.
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“Não tem como esperar dependendo que o serviço melhore sem que o povo participe e dê um feedback. Não tem como esperar que melhore, se também ninguém está disposto a fazer o necessário para que uma mudança ocorra”, declarou a jovem.
O conselho não precisou nem chegar nos ouvidos de Vinícius Radiske, 17, que chegará à maioridade antes das eleições e já começou a se preparar para o pleito. O jovem também estava na fila para tirar o primeiro título de eleitor.
“Eu acho que é importante todo mundo ter a sua oportunidade de expressar o seu voto para que nós tenhamos uma política melhor, um governo melhor, uma república melhor”, afirmou. “Estou empolgado para ter a minha oportunidade de votar nos políticos que eu acho certos”, completou o estudante.
Cadastramento biométrico
“Quanto mais tempo esperar, pior. Se é para fazer, vamos fazer. A gente não pode ficar esperando”, disse a professora Marília Alves de Oliveira, de 73 anos, que marcou presença na Central de Atendimento ao Eleitor de Porto Alegre para participar do mutirão Registre-se!. A iniciativa, realizada pelo TRE-RS, ocorreu entre os dias 14 e 16 de abril, durante a Semana Nacional do Registro Civil.
Embora não soubesse do evento, Marília aproveitou a oportunidade para cadastrar a biometria. “Eu acho que é necessário, já que é uma oportunidade para todos”, ponderou. Desde 2008, a Justiça Eleitoral utiliza impressões digitais para identificar biometricamente o eleitorado. Além de conferir maior agilidade ao pleito, o serviço favorece a segurança do processo eleitoral ao evitar que uma pessoa vote no lugar da outra.
“É muito importante para as pessoas poderem exercer o seu direito de voto”, destacou a aposentada Élida Lopes, de 67 anos, que também foi à Central para coletar as suas impressões digitais. “A gente vive num lugar e precisa fazer escolhas. Apesar de alguns não gostarem de política, é a vida. As pessoas, independentemente disso, estão envolvidas na política", completou.
*Sob supervisão do jornalista Thiago Padilha


