A senadora Leila Barros (PDF-DF), conhecida como "Leila do Vôlei", afirmou que deve preservar o texto inicial da Medida Provisória que derruba a taxa das blusinhas. Ela disse que vai avaliar em conjunto com o governo as sugestões de parlamentares para, eventualmente, fazer acréscimos de "boas iniciativas".
Leila foi escolhida relatora da comissão mista sobre a MP. Segundo ela e o presidente da comissão, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), haverá uma reunião às 15h desta sexta-feira, 28, no Palácio do Planalto.
A reunião contará com técnicos que acompanham o assunto para discutir as emendas apresentadas pelos senadores. Leila afirmou que são pelo menos 112 emendas a serem analisadas.
"A gente tem visto nas emendas boas iniciativas. A gente vai preservar o texto, eu quero já adiantar para vocês", disse a senadora. "O que nós podemos fazer é acrescentar, de repente, algo que seja interessante ao texto."
Ela complementou: "Várias iniciativas interessantes, não vou descrevê-las aqui, agora, porque eu preciso me inteirar de todas."
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Questionada sobre a carta da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) que apontou o risco para 100 mil empregos com a MP, Leila disse que não há previsão de compensação às empresas nacionais.
"A gente vai avaliar. Eu não vou declarar para vocês que a gente pensa nessa possibilidade. Como eu falei, nós gostamos do texto", declarou.
A senadora afirmou que, se procurada, poderá se reunir com as entidades dos setores empresariais. "Aquelas que me procurarem, sim. Ninguém me procurou. Mandaram nota, é isso. Nós estamos à disposição."
Leila disse também que é a favor da isenção integral do imposto, e não apenas a redução. "A gente entrega isso ao ministro. O que nós queremos é a isenção", afirmou.
A senadora declarou ainda que vai descartar emendas que representam "bombas fiscais", como isenções para produtos nacionais. "Estão descartadas. Pontualmente, há algumas boas iniciativas que nós vamos levar para o debate interno", disse.
De acordo com o presidente do colegiado, a expectativa é de que o relatório da MP seja apresentado e aprovado na comissão mista na próxima segunda-feira, 31. A análise nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal deve ocorrer entre a terça-feira, 1º, e a quarta-feira, 2.