Política

Defesa de Bolsonaro cita PGR e pede que Moraes mantenha prisão domiciliar

Advogados também solicitaram que não haja punições por episódio da arma apreendida em blitz

Policiais monitoram entrada da residência de Bolsonaro
Policiais monitoram entrada da residência de Bolsonaro Foto : Marcelo Camargo/Agência Brasil/ CP

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que afaste qualquer hipótese de falta grave relacionada ao episódio da arma apreendida em uma blitz. O pedido foi protocolado nos autos nesta quinta-feira (2) e solicita a manutenção da prisão domiciliar, com base, entre outros argumentos, em parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentado na quarta-feira (1º).

A manifestação foi apresentada em resposta a um despacho de Moraes que determinou que as partes se pronunciassem sobre o relatório final do inquérito policial conduzido pela 17ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal. A investigação apurou as circunstâncias envolvendo o transporte da arma pertencente ao ex-presidente.

Segundo a defesa, as conclusões da autoridade policial corroboram os argumentos já apresentados anteriormente por Bolsonaro. O relatório reconhece que o ex-presidente possuía registro válido da arma de fogo e que não havia restrições conhecidas que impedissem a guarda regular do armamento em sua residência. Com base nesses elementos, a polícia afastou a materialidade e a existência de conduta dolosa que pudesse caracterizar eventual crime atribuído ao ex-presidente.

As investigações também apontaram que a retirada da arma da residência ocorreu por iniciativa exclusiva do servidor Estácio Leite da Silva Filho. De acordo com o inquérito, não foram encontrados elementos que indiquem que Bolsonaro tenha determinado ou autorizado o transporte do armamento para fora do imóvel.

Os advogados destacam ainda que a PGR concluiu não haver falta disciplinar no caso e manifestou-se pela continuidade da prisão domiciliar. A defesa também reiterou que Bolsonaro não tem interesse na restituição da arma apreendida, informação que já havia sido apresentada anteriormente nos autos e registrada pelo Ministério Público.

Diante desse cenário, os defensores pedem que Alexandre de Moraes reconheça que as conclusões do inquérito reforçam a tese da defesa e afaste, de forma definitiva, qualquer hipótese de falta grave. Também solicitam a manutenção da prisão domiciliar nos atuais termos, levando em consideração, inclusive, as razões médicas apresentadas.