Apesar de estarem ausentes, o presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) concentraram as atenções de adversários durante o primeiro debate presidencial, realizado na noite deste domingo, em São Paulo. Apesar de convidados, ambos não compareceram. À tarde, o candidato do Novo, Romeu Zema, também cancelou a presença.
Com as ausências dos três nomes, o debate, promovido pelo Grupo Bandeirantes e pelo Estadão, ficou centrado em Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante).
Com estratégias diferenciadas, os postulantes fizeram críticas a Lula e Flávio. Os dois foram alvos especialmente de Renan Santos, que desde a primeira oportunidade de manifestação desferiu ataques aos adversários, em alguns momentos fortes. Em um dos momentos, Cury chegou a chamar a atenção do concorrente em relação ao tom de agressividade que ele usou.
Com tom mais calmo, Cury chegou a chamar Caiado para ser ministro no seu governo e defendeu a escala 6x1 para o benefício da saúde mental e reforçou a necessidade de ajustes no Bolsa Família.
Já Caiado criticou a ausência e pediu para o eleitor ficar atento no comportamento dos adversários e enfatizou medidas de segurança pública, como a criação de presídios federais e a proposta de confiscar bens de homens que agridem mulheres.
Sem direito a horário eleitoral gratuito de rádio e televisão, o debate é uma oportunidade de visibilidade grande a nomes como Renan Santos e Romeu Zema. Lula, Flávio, Caiado e Cury terão tempo disponível.
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