Eleições

Boulos diz que vice de Flávio une "rachadinha e orçamento secreto"

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência critica escolha de Alfredo Gaspar como candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro

Boulos citou suspeitas envolvendo R$ 6 milhões em emendas Pix
Boulos citou suspeitas envolvendo R$ 6 milhões em emendas Pix Foto : Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou nesta sexta-feira, 7, que a escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) representa um "casamento perfeito" entre suspeitas de rachadinha e de irregularidades no orçamento do Poder Legislativo.

"Eu achei fantástico o Flávio Bolsonaro ter escolhido de vice o Alfredo Gaspar. Acho que é um casamento perfeito da rachadinha com o orçamento secreto. Vai dar bodas de ouro", declarou Boulos, ao ser questionado sobre o tema em entrevista coletiva após reunião com centrais sindicais em São Paulo. O caso da rachadinha envolvendo Flávio refere-se às investigações sobre o desvio de salários de assessores quando ele era deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Em relação a Gaspar, Boulos citou suspeitas envolvendo R$ 6 milhões em emendas Pix e uma investigação relacionada a uma acusação de estupro de vulnerável. O ministro ressaltou, contudo, que o deputado tem direito à presunção de inocência. Boulos também relacionou a escolha do deputado ao isolamento de Flávio na disputa presidencial.

"Talvez tenha sido o que sobrou. O Flávio não conseguiu montar nenhum partido na coligação dele, não conseguiu colocar o plano A, que era Ciro Nogueira (PP); o plano B, que era Tereza Cristina (PP); nem o plano C, que era Michelle (Bolsonaro)", disse.

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Questionado, na sequência, sobre as investigações que envolvem o filho do presidente da República, Fábio Luís Lula da Silva, Boulos afirmou que a oposição não tem autoridade moral para explorar o caso e sustentou que o governo federal não interfere no trabalho dos órgãos de investigação. "Quando o Fábio foi citado, qual foi a fala do presidente? "Se meu filho deve algo, que pague." As investigações não recuaram um passo porque chegaram ao filho do presidente da República", declarou o ministro.

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