A campanha do presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cumpriu a determinação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, e registrou o canal de WhatsApp "Exército do Lula" como um link oficial de comunicação da campanha. O registro foi feito no portal de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais (DivulgaCand).
Nesta terça-feira, Nunes Marques voltou a determinar a derrubada do canal de WhatsApp e condicionou sua liberação ao registro na Justiça Eleitoral em até 48h. O grupo tem cerca de 4,2 milhões de seguidores e foi criado pelo deputado André Janones (Rede-MG) para mobilizar apoiadores de Lula. No domingo, 11, Nunes Marques determinou a suspensão do canal a pedido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
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Para o ministro, o canal transmitia "a milhões de pessoas, sob comando único" conteúdos que o TSE já reconheceu como "inverídicos". No mesmo dia, em outro processo, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o funcionamento do grupo e submeteu o caso para apreciação imediata do plenário da Corte.
Essa decisão foi derrubada nesta terça por Nunes Marques. Na segunda-feira, 12, a área técnica do TSE disse não ter encontrado informação falsa no canal de WhatsApp, mas ponderou que mensagens foram apagadas e que o grupo representa risco para o processo eleitoral.
