Eleições

Direita confirma ampla vantagem nos Estados

Governadores à direita do espectro político comandarão 22 estados mais o Distrito Federal nos próximos quatro anos

Tarcísio e Zucco estão entre os governadores de direita eleitos em 2026
Tarcísio e Zucco estão entre os governadores de direita eleitos em 2026 Foto : Fabiano do Amaral

O resultado do segundo turno das eleições confirma e amplia a presença de governadores de direita e garante a este espectro político máquinas regionais importantes para os próximos quatro anos. Nos cinco estados mais o Distrito Federal que tiveram disputa neste segundo turno, foram eleitos cinco governadores de direita e apenas um de esquerda.

No primeiro turno, a reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo foi o principal símbolo da força da direita nas disputas estaduais. A primeira etapa da eleições definiu 21 governos, sendo que 14 foram conquistados por candidatos de PL, Republicanos ou PP. O avanço ocorreu em diferentes regiões do país. Em 2022, a proporção foi outra. Naquele ano, 14 estados e o Distrito Federal decidiram seus governadores em primeiro turno, enquanto 12 precisaram postergar a decisão até a segunda etapa do pleito, incluindo o Rio Grande do Sul.

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No total, o PL conquistou seis governos: Paraná, com Sergio Moro; Santa Catarina, com Jorginho Mello; Rio Grande do Sul, com Zucco; Rio de Janeiro, com Douglas Ruas; Rondônia, com Marcos Rogério; e Roraima, com Arthur Henrique. O PSD, de centro direita, venceu cinco disputas: Dr. Furlan, no Amapá; Raquel Lyra, em Pernambuco; Fábio Mitidieri, em Sergipe; Eduardo Braide, no Maranhão; e Omar Aziz, no Amazonas. Foram quatro estados a mais que 2022, quando o partido elegeu governadores em Santa Catarina e Rio de Janeiro.

Republicanos, PP e PT ficaram com quatro estados cada um em 2026. O Republicanos ganhou: São Paulo, com Tarcísio de Freitas; Minas Gerais, com Cleitinho; Mato Grosso, com Otaviano Pivetta; e Espírito Santo, com Lorenzo Pazolini. O PP venceu em: Mato Grosso do Sul, com Eduardo Riedel; Paraíba, com Lucas Ribeiro; Acre, com Mailza Assis; e Distrito Federal, com Celina Leão. O PT ficou com: Piauí, com Rafael Fonteles; Bahia, com Jerônimo Rodrigues; Ceará, com Elmano de Freitas; e no Rio Grande do Norte, com Cadu de Lula. Também foram eleitos Daniel Vilela (MDB), em Goiás; Dr. Daniel (Podemos), no Pará; Vicentinho Júnior (PSDB), no Tocantins; e JHC (PSDB), em Alagoas.

O resultado ganha peso porque a direita ficou com estados importantes, como São Paulo e Minas Gerais, os dois maiores colégios eleitorais do país. O campo também consolidou posições nas regiões Sul, Centro-Oeste e Norte. A distribuição mostra que o desempenho não ficou restrito a uma única região e reforça uma tendência de avanço de candidaturas de direita identificada ao longo da campanha. O tamanho desse capital político começará a ser testado no próximo ano, a partir das negociações com o governo reeleito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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