Eleições

Diretor da PF afirma que ocorrências do dia não perturbam a votação

Segundo Andrei Rodrigues, ação integrada com PRF e forças estaduais busca impedir a infiltração de facções no pleito

Planejamento da corporação mira a segurança dos presidenciáveis, a integridade do processo eleitoral e o avanço de facções e milícias
Planejamento da corporação mira a segurança dos presidenciáveis, a integridade do processo eleitoral e o avanço de facções e milícias Foto : Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que a votação deste domingo, 4, ocorre sem perturbações, apesar de registros pontuais ao longo do dia. “Hoje temos um processo em curso com algumas ocorrências, mas nada que esteja perturbando o processo eleitoral e a votação”, disse em coletiva na manhã de hoje.

Rodrigues atribuiu o cenário à atuação conjunta das forças de segurança. “Ninguém faz nada sozinho”, declarou. A operação ocorre sob coordenação do Ministério da Justiça e reúne a PF, a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Penal Federal e as polícias estaduais.

O diretor-geral descreveu o dia como o desfecho de um planejamento voltado a três frentes: a segurança dos candidatos à Presidência da República, a garantia do processo eleitoral e a prevenção contra a infiltração do crime organizado e das milícias no pleito. Segundo ele, os resultados até aqui confirmam o acerto das medidas.

O trabalho começou bem antes da abertura das urnas. Em 2026, a PF abriu mais de 1,2 mil inquéritos sobre crimes eleitorais e realizou 62 operações ligadas ao tema. A corporação também conduz 97 inquéritos sobre violência política de gênero. “Esse é um esforço que temos feito não só ao longo deste ano, mas também nos anos anteriores”, afirmou.

Segundo Rodrigues, a corporação bateu recorde de apreensões neste ano, com mais de R$ 30 milhões em dinheiro vivo e mais de R$ 45 milhões em bens relacionados a crimes eleitorais.

Ele citou ainda a presença de policiais de Angola, que acompanham a votação como observadores. Segundo o diretor-gerla da PF, o objetivo é “levar a experiência brasileira para seu país e qualificar seu processo eleitoral”.

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