Eleições

Eduardo Bolsonaro diz que Milei é "suave" em críticas ao Brasil

Ex-deputado federal afirma que concorda com falas do presidente argentino sobre Lula e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal

Eduardo Bolsonaro defende falas de Milei
Eduardo Bolsonaro defende falas de Milei Foto : Bruno Spada / Câmara dos Deputados / CP

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou que concorda com as críticas do presidente argentino Javier Milei ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi dada na noite desta terça-feira, 28, em entrevista ao jornal argentino La Nacion.

Críticas de Milei são "suaves", diz Eduardo Bolsonaro

Para Eduardo Bolsonaro, Milei foi "muito educado" e "suave" nas falas sobre Lula e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

No sábado, 25, Javier Milei participou da convenção nacional do PL. O evento oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), irmão de Eduardo, à Presidência. Na ocasião, o presidente argentino chamou Lula de "presidiário" e Alexandre de Moraes de "lixo careca".

As falas geraram crise diplomática entre o Brasil e a Argentina, com a participação de ministros, tanto do governo federal quanto do STF, e a convocação do embaixador do País vizinho para prestar esclarecimentos.

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Na entrevista, Eduardo Bolsonaro negou que a presença de Milei na convenção do PL configure interferência eleitoral. Ele afirmou, sem apresentar provas, que o PT teria atuado para favorecer o candidato Sergio Massa nas eleições argentinas de 2023, e classificou esse suposto apoio como a verdadeira interferência externa no País vizinho.

Corrida eleitoral e as críticas a Lula

Sobre a corrida eleitoral, Eduardo Bolsonaro disse confiar na vitória de Flávio Bolsonaro sobre Lula. Argumentou que o discurso usado por Lula contra o pai nas eleições anteriores, associando-o às mortes durante a pandemia de covid-19, perdeu força. Para ele, o aumento da inflação e da criminalidade no Brasil pesará contra o atual governo.

Acusações de proximidade com o crime organizado

O ex-deputado voltou a acusar Lula de proximidade com o crime organizado. Disse que o petista fez lobby em Washington em favor do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) e atribuiu a designação das organizações como grupos terroristas pelos Estados Unidos a uma articulação do irmão Flávio junto ao secretário de Estado americano, Marco Rubio.

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