No primeiro debate na televisão após as convenções com quatro dos candidatos ao Piratini, na noite deste domingo, Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL) e Marcelo Maranata (PSDB) se enfrentaram durante quase duas horas, subiram o tom dos embates e apresentaram os pontos que serão alvos na campanha.
Repetindo encontros anteriores, Juliana e Zucco tentaram usar a tática de isolar Gabriel e Maranata, concentrando a discussão entre si, além de tecerem críticas à atual gestão do Estado. Nos blocos de perguntas entre os candidatos, Juliana e Zucco optaram por questionar um ao outro, mantendo um tom amigável em determinados temas e abrindo brechas para Maranata.
Gabriel, mesmo ficando um pouco mais isolado em relação aos outros três candidatos no início do debate, adotou uma postura defensiva. Ele fez questão de apontar as ausências de respostas dos seus adversários, assim como a falta de apresentação de projetos que que apontem soluções.
Maranata, por sua vez, distribuiu críticas. Diferentemente dos outros debates, que eram focados apenas no atual governo, ele também as direcionou a Juliana, resgatando pontos discutidos em encontros anteriores. Além disso, voltou a fazer cobranças a respeito da realização de obras por parte do Estado.
Temas como saúde, educação, segurança, infraestrutura e finanças foram os destaques entre os questionamentos. Assim, foi possível acompanhar aqueles tópicos que já vem sendo repetidos pelos candidatos e que deverão ganhar espaço na disputa eleitoral.
Por exemplo, questionamentos envolvendo recentes dados do Ideb, que mostraram a situação do ensino gaúcho; a prorrogação do Funrigs e as finanças públicas; e as parcerias com prefeitos em áreas sensíveis, como saúde.
O debate ocorreu na sede da Fiergs e foi organizado pela Bandeirantes. Durante o encontro, os candidatos responderam questões entre si, responderam perguntas dos jornalistas do grupo e fizeram considerações finais.
