Eleições

Leite define equipe para transição de governo no RS

O governador em fim de mandato também indicou que deve optar pela “não manifestação” em relação ao segundo turno da eleição presidencial

Eduardo Leite indicou Ranolfo Vieira e Danielle Callazans para compor a equipe de transição
Eduardo Leite indicou Ranolfo Vieira e Danielle Callazans para compor a equipe de transição Foto : Vitor Rosa / SECOM-RS / CP

O governador Eduardo Leite (PSD) reforçou o compromisso de uma transição de governo tranquila entre o fim da gestão atual e o início do mandato do governador eleito Luciano Zucco (PL). Em coletiva de imprensa, Leite sinalizou os dois nomes que devem fazer a articulação com o novo governo: Ranolfo Vieira, secretário-chefe da Casa Civil, e Danielle Calazans, atual secretária de Planejamento, Governança e Gestão do Estado (SPGG). Ranolfo fará a coordenação política da transição, enquanto Danielle cuidará da parte técnica do processo.

Ainda que a primeira reunião oficial sobre o processo esteja marcada para a próxima sexta-feira (9), Leite indicou também o local que será o escritório da transição. O ponto escolhido é o Prédio Guaíba, que fica localizado na avenida Dolores Alcaraz Caldas, 90, no bairro Praia de Belas, em Porto Alegre.

Eduardo Leite se colocou à disposição para fazer quantos reuniões Zucco julgar necessário ao longo da transição, além de abrir a possibilidade de encontros voltados a determinados eixos temáticos, focando na área social, segurança e os planos de reconstrução pós-enchente e de resiliência climática. “Esses pontos têm projetos em andamento, contratos sendo encaminhados e que devemos fazer troca com informações que possam ser levadas adiante”, comentou Leite.

Apesar do destaque desses eixos, o atual governador avalia que as políticas instituídas nesses oito anos de gestão poderiam seguir, mas reforça que Zucco tem liberdade para encerrar ou criar novos programas. “Não assisti na campanha eleitoral manifestações do governador eleito no sentido de descontinuar os grandes programas, portanto vamos dar todas informações necessárias para que possa ser continuados”, ponderou.

Leite deve optar pela neutralidade

Questionado sobre o segundo turno da disputa pela presidência da república, Eduardo Leite indicou que deve optar por não manifestar apoio a Flávio Bolsonaro (PL) ou à reeleição do presidente Lula (PT). “Eu vou conversar com meu partido, conversar com colaboradores, alguns que me acompanham na política, mas me inclino pela não manifestação. Também entendo que o Brasil precisa encontrar uma alternativa a essa polarização”, indica o atual governador.

Leite comentou também que acha improvável uma transição de governo harmoniosa, caso se faça necessário processo, através de uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno do pleito. “Estou aqui organizando todo o processo de passagem de bastão do estado que, infelizmente, parece altamente improvável que aconteça no governo federal, para falar a verdade”, apontou o atual governador.

Apesar de indicar a tendência pela neutralidade e não manifestação, Leite também indicou que vai dialogar com o próprio partido (PSD) antes de manifestar um posicionamento definitivo. “Os políticos falam no plural, né?’ Nós, nós fizemos, nós isso e aquilo, não falamos individualmente, é porque de fato, nós temos um grupo político, o partido e eu vou conversar também com essas pessoas antes de assumir alguma posição”, ponderou.

Em nível nacional, o PSD liberou apoio dos filiados no segundo turno da disputa à Presidência.

Retomada da ALRS

Ocorreu na tarde desta terça-feira a primeira sessão com da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS) após a composição da nova legislatura definida. Com 55 cadeiras, a composição contará com 25 novos nomes e 30 reeleitos. Seguindo a tendência nacional, o PL saiu de uma bancada com 5 parlamentares para 12 eleitos para a próxima legislatura. Se for somado ao partidos que fizeram parte da campanha (PP, Republicanos, Podemos, Novo e União Brasil, a base do governo Zucco deve iniciar com 27 deputados.

Cotado nos bastidores para assumir a posição de líder do governo na ALRS, o deputado reeleito Guilherme Pasin (PP) comenta não ter recebido nenhum convite formal até o momento. O parlamentar foi prefeito de Bento Gonçalves por dois mandatos, entre 2012 e 2020, tendo sido reeleito para o segundo mandato na Assembleia.

A vice-governadora eleita, a deputada estadual Silvana Covatti (PP), também esteve presente na sessão. Ainda muito entusiasmada com a vitória em primeiro turno, Silvana era a figura mais requisitada no plenário, recebendo parabenizações dos colegas parlamentares e dos servidores da casa.

A próxima vice-governadora reforçou que a agenda segue corrida mesmo com o fim da corrida pelo Piratini, mobilizada por reuniões. Destacou a conversa para alinhamento dos próximos passos que teve com o governador eleito Luciano Zucco na manhã desta terça-feira (6).

A ALRS deve retomar as votações dos projetos somente após o segundo turno, na sessão do dia 27 de outubro.

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