Em uma semana decisiva para a eleição presidencial, o PT gaúcho e seus aliados prometem realizar nesta segunda-feira, 19, em Porto Alegre, com a participação do presidente Lula, o evento mais significativo da campanha de 2026 no Estado. “Pretendemos que seja a maior caminhada que Porto Alegre já viu”, admite o coordenador da campanha de Lula no RS, o ex-deputado Edegar Pretto.
Lula chega ao RS por volta das 16h e não tem outras agendas além da caminhada no Centro Histórico, com duração estimada de pelo menos duas horas. A concentração do ato também está marcada para às 16h, no Monumento aos Açorianos, na divisa entre o Centro e a Cidade Baixa. Dali, às 17h, o presidente puxará a caminhada do alto de um carro de som, acompanhado de integrantes da chapa majoritária que concorreu na eleição estadual. Um segundo carro seguirá atrás, com deputados e outras lideranças. A marcha seguirá pela avenida Borges de Medeiros até o Mercado Público. Todas as manifestações de Lula serão feitas no ato. Até o início da noite deste domingo, não havia previsão de coletiva de imprensa.
A coligação petista busca uma virada na disputa nacional, após Lula, que tenta o quarto mandato, passar para esta etapa da corrida em segundo lugar. Nestes últimos dias antes da decisão das urnas, não só em função do tempo cada vez mais escasso, como também devido aos debates na TV, as participações do presidente em atos presenciais pelo país ficaram mais restritas, e a agenda é definida a partir da estratégia na qual o foco é o real potencial de conquista de votos.
No RS, o desempenho do mandatário deixou a desejar no primeiro turno. Na Capital, Lula manteve a dianteira, mas, na comparação com 2022, fez 35 mil votos a menos. No Estado, foram 511.913 votos a menos do que na disputa de quatro anos atrás. Agora, impulsionados por movimentos que extrapolam as instâncias partidárias, os petistas estão atrás, literalmente, de todos estes eleitores.
Depois do ‘balde de água fria’ do 4 de outubro, quando o abatimento era visível e algumas lideranças chegaram a, de forma reservada, considerar uma vitória como “quase impossível”, a campanha no Estado, assim como em outras partes do país, foi surpreendida pelas ruas. Foi nelas que começaram a surgir manifestações de apoio a Lula e à democracia.
Organizadas a princípio por estudantes, artistas e profissionais liberais, elas ganharam corpo na semana que sucedeu o primeiro turno. Rapidamente a campanha do petista se reorganizou a partir dos movimentos, que culminaram com uma sucessão de atos bastante expressivos em diferentes cidades. Em Porto Alegre, na terça-feira, 13, apesar da chuva fina, dezenas de milhares de pessoas tomaram vias do Centro Histórico no final da tarde.
Agora, o objetivo é manter a visibilidade, como parte da estratégia de tentar convencer, principalmente, quem não votou. Por isso, a campanha petista realizou uma série de atos em áreas públicas conhecidas de Porto Alegre no final de semana. E almeja superar, nesta segunda, a caminhada da terça passada. “Não é um movimento de partidos. Vemos muita participação de mulheres e de jovens, que deixam claro que estão ali dando apoio em função das suas convicções. Isto, de fato, tanto nos surpreendeu como nos colocou no melhor momento de toda a campanha”, avalia Pretto.
