Em um dos momentos mais importantes de seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu o tom ao mandar um recado indireto aos EUA. “Na América e Caribe, a proximidade geográfica com a maior potência militar do mundo é inescapável, sobretudo no contexto de tentações hegemônicas. O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, ressaltou.
Em outros momentos, ele citou a intervenção estrangeira de países. “A democracia está novamente em cheque. Voltamos à ingerência externa em processos ilegais. A divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais por recursos estratégicos constituem em gestos anacrônicos. O povo venezuelano merece definir o seu próprio destino. A Nicarágua não vai resolver os seus problemas impedindo a oposição de participar das eleições.”
- Lula: “Não podemos levantar todo dia com tuíte de um presidente ameaçando o mundo”
- Lula acusa Trump de querer virar “imperador do mundo”
Lula defende transparência eleitoral e soberania
Por fim, o presidente falou do processo eleitoral brasileiro. Disse que será um pleito transparente e competitivo, onde todos os candidatos desfrutam da mais ampla liberdade de expressão, e que o povo brasileiro irá decidir entre a democracia e o negacionismo. “Possuímos um sistema eleitoral moderno e robusto. Sobre um olhar atento de uma cidadania plural e de uma imprensa livre, não permitiremos que os inimigos da democracia, internos e externos, atentem contra a vontade popular.”
Lula concluiu seu discurso afirmando que “A democracia brasileira pertence aos brasileiros. O Brasil continuará sendo um País soberano. Ninguém nos afastará desse caminho, Que Deus abençoe a todos e muito obrigado”, encerrou.
