Eleições

TSE proíbe Flávio Bolsonaro de impulsionar post anti-Lula

Ministro André Mendonça proíbe senador Flávio Bolsonaro de impulsionar vídeo contra Lula nas redes sociais

Ministro André Mendonça proíbe senador Flávio Bolsonaro de impulsionar vídeo contra Lula nas redes sociais
Ministro André Mendonça proíbe senador Flávio Bolsonaro de impulsionar vídeo contra Lula nas redes sociais Foto : CP

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) André Mendonça proibiu nesta quarta-feira, o senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) de impulsionar vídeo contra o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas redes sociais. A decisão atende ao pedido da Coligação Brasil Pronto Pra Mais.

A publicação é um vídeo que começou a ser veiculado em 11 de outubro, com a legenda: "Lula abandonou o Brasil. Mas nós vamos resgatar o País e os brasileiros do buraco em que ele nos jogou. Nós vamos proteger o trabalhador, nós vamos proteger as mulheres, nós vamos proteger as crianças. E podem ter certeza: o Brasil vai vencer! Vote 22".

Como justificativa, o juiz alegou que a irregularidade da publicação está na utilização de impulsionamento, ou seja, pagamento. A prática aumenta a circulação e o alcance da mensagem, permitindo a disseminação para um público que não seria alcançado pela publicação. A Justiça Eleitoral proíbe o impulsionamento de conteúdo com mensagens contrárias ao adversário.

Proibição se estende à Meta e decisões anteriores

Na determinação, o juiz estabelece o prazo de três horas para o encerramento do impulsionamento pago para o conteúdo e a legenda, além de proibir a contratação de outro anúncio pago com conteúdo idêntico à legenda, mesmo que em outros impulsionamentos ou provedores.

A decisão também se estende à Meta, responsável pelo Instagram e Facebook, que tem prazo igual para retirar o impulsionamento da publicação. A decisão do juiz foi submetida ao Plenário da Corte.

Mendonça também afirmou que o conteúdo pode continuar disponível de forma orgânica, ou seja, sem a realização de pagamento para maior circulação nas redes. Ainda no primeiro turno, uma peça idêntica e com a mesma legenda foi impulsionada irregularmente.

A campanha de Flávio Bolsonaro foi condenada ao pagamento de multa no valor de R$ 5.000,00 por impulsionamento irregular de propaganda eleitoral negativa.

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