Política

Em Porto Alegre, pré-candidato à Presidência pelo PSTU defende fim da escala 6x1

Em entrevista, Hertz Dias criticou ainda o sistema partidário brasileiro ‘somos excluídos’

Os pré-candidatos do PSTU, Rejane Oliveira e Hertz Dias, visita ao Correio do Povo
Os pré-candidatos do PSTU, Rejane Oliveira e Hertz Dias, visita ao Correio do Povo Foto : Fabiano do Amaral

O pré-candidato à Presidência da República pelo PSTU, Hertz Dias, está viajando o país divulgando seu nome e os ideais defendidos pelo partido: um projeto de transição ao socialismo focado na independência de classe e na mobilização dos trabalhadores. Ele cumpre agendas em Porto Alegre nos próximos dias.

“Nós somos uma organização que foi fundada no início da década de 90 e não estamos envolvidos em casos de corrupção. Somos uma organização legal, mas o preço que a gente paga por isso é justamente essa exclusão, a cláusula de barreira. É algo extremamente antidemocrático, não é casual; é para que a gente não possa difundir as nossas ideias, porque a gente tenta falar para os trabalhadores que estão vivendo uma situação extremamente caótica e queremos apresentar uma alternativa para isso”, defendeu Hertz.

Uma das principais propostas defendidas pelo maranhense é o fim da escala 6x1. Ele afirma que, apesar de os setores empresariais atuarem contra a medida, a pressão popular a torna altamente aceitável. Para solucionar o problema dos pequenos e microempresários, a proposta é uma compensação por parte das grandes empresas.

Hertz foi candidato a vice-presidente ao lado de Vera Lúcia (PSTU) nas eleições de 2018 – formando a primeira chapa integralmente negra. Ele retorna ao pleito este ano encabeçando a composição e deverá escolher, ainda neste fim de semana, o nome que disputará a vaga ao seu lado.

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Essa eleição, segundo o maranhense, é um jogo já definido. Para o pré-candidato, a chamada 'frente ampla' não tem apresentado propostas concretas ao povo, tampouco os partidos de extrema-direita. Apesar disso, ele aponta diferenças cruciais: "São iguais na nossa opinião? Não, porque tem uma diferença fundamental entre eles: o PT, pelo menos por enquanto, não tem como objetivo estratégico fechar o regime, ou impor uma ditadura. A extrema-direita não só tem isso como objetivo estratégico, como tentou em 2023", afirmou. Nas últimas eleições, o PSTU tem apresentado, no segundo turno, um "voto crítico" ao PT.

No Rio Grande do Sul, o partido lançou a professora Rejane Oliveira como pré-candidata ao Palácio Piratini. Ex-presidente do Cpers, o foco de seu plano de governo é apresentar medidas concretas e factíveis para melhorar a educação do Estado.

“Nós temos trabalhadores da educação com salário congelado há 11 anos. Os nossos estudantes hoje não têm direito às mesmas disciplinas que tinham antigamente, pois foram cortadas pela reforma do ensino médio. Nós hoje, os educadores, não conseguimos mais tempo para cumprir o papel pedagógico de preparar a aula, porque preenchemos planilhas pela cobrança do projeto nacional que está dentro do MEC. E, no final do ano, temos que mascarar os dados da educação, porque o governo Leite quer estar num ranking de que é o estado de maior qualidade”, lamentou.