O senador e candidato derrotado nas eleições presidenciais brasileiras, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) encontrou na quinta-feira, 5, o ator Jim Caviezel, que interpretou seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na cinebiografia Dark Horse. Os dois participaram da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC, na sigla em inglês), realizada em Mar-a-Lago, propriedade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, localizada na Flórida.
O encontro foi registrado nas redes sociais pelo irmão do senador, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Jim Caviezel ganhou maior fama com o papel de Jesus no filme "A Paixão de Cristo", de 2004. Ele também já atuou em outras produções voltadas para o público conservador e de direita, como "Som da Liberdade", filme de 2023.
Flávio Bolsonaro descumpre ordem judicial
Flávio Bolsonaro deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos em 27 de outubro, dois dias depois de perder as eleições para o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao sair do País, o senador descumpriu ordem judicial que determinava a entrega do passaporte e o proibia de deixar o território nacional.
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O ex-presidenciável está sendo investigado em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), por suspeita de lavagem de dinheiro em sua relação com o advogado Willer Tomaz e pedidos de recurso financeiro para o banqueiro Daniel Vorcaro para produção de Dark Horse.
Com o fim do mandato, em fevereiro de 2027, Flávio Bolsonaro ficará sem foro privilegiado pela primeira vez em 24 anos.
Situação de Eduardo e Jair Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro também está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. No País, ele atuou para interferir no julgamento de seu pai por tentativa de golpe de Estado. Por isso, o ex-deputado foi condenado a quatro anos de reclusão por coação no curso do processo em outubro do mesmo ano. O nome dele consta no Banco Nacional de Mandados de Prisão.
Jair Bolsonaro foi condenado no ano passado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Atualmente, cumpre a pena em prisão domiciliar por razões de saúde, conforme decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF.