O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a sinalizar nesta segunda-feira, 20, o interesse em ampliar sua base de apoio para a disputa eleitoral de 2026. Durante a convenção estadual da federação União Brasil-PP, em São Paulo, ele afirmou esperar contar "muito em breve" com o respaldo das duas siglas no cenário nacional.
"Essa coalizão que foi montada aqui é uma grande inspiração para nós também no âmbito nacional. Espero que muito em breve possamos também caminhar junto com a federação União-PP em âmbito nacional", declarou.
No evento, a federação oficializou apoio à candidatura à reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e confirmou o nome do secretário de Segurança Pública paulista, Guilherme Derrite (PP), como candidato ao Senado pelo Estado.
Flávio Bolsonaro busca há meses consolidar uma aliança com União Brasil e PP. As negociações, porém, perderam força em meio às investigações envolvendo o Banco Master. Agora, o senador tenta concluir um acordo antes do encerramento do período das convenções partidárias, previsto para o início de agosto.
Em seu discurso, o parlamentar também fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao abordar a política de segurança pública, afirmou que o governo "se recusa a classificar PCC e CV como terroristas, porque gosta de vagabundo", em referência às facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).
Flávio também voltou a questionar a atuação das instituições brasileiras, afirmando que o Estado estaria sendo utilizado para perseguir adversários políticos. Segundo ele, candidatos apoiados pela oposição terão a missão de "resgatar o Brasil" nas eleições de 2026.
"A democracia vai ser restaurada no nosso País e vamos devolver a paz para a política e a paz para o povo brasileiro", afirmou.