O governo brasileiro não trabalha, neste momento, com a perspectiva de uma ofensiva em resposta ao novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos, segundo informações do portal R7. Para integrantes da gestão, “a muralha já está construída”, o ciclo de sanções tarifárias já se esgotou e não há expectativa de novas medidas relevantes.
A leitura interna é de que a decisão do governo de Donald Trump de prorrogar por mais um ano a declaração de emergência nacional referente ao Brasil teve efeito mais simbólico do que prático.
A tarifa de 25% sobre produtos brasileiros entrou em vigor em 22 de julho. Na última sexta-feira (24), passou a valer também uma taxa de 12,5% relacionada a trabalho forçado. Nesta terça-feira (28), o Brasil acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra os Estados Unidos.
Com esse cenário, o governo defende uma estratégia de reação fria e calculada, buscando preservar margem de negociação e maximizar ganhos para o Brasil.
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Leitura eleitoral
Segundo integrantes do governo, a avaliação é de que as novas sanções dos norte-americanos fazem parte de uma estratégia político-eleitoral. A percepção é de que os movimentos recentes acompanham o calendário eleitoral brasileiro e podem favorecer o campo político alinhado aos de Trump.
Além disso, aliados do presidente Lula acreditam que, em uma eventual reeleição, será necessário reorganizar a relação bilateral com os Estados Unidos e construir um novo canal de diálogo entre os dois países.
*Com informações do portal R7