A Justiça de Minas Gerais rejeitou nesta segunda-feira, 13, uma ação apresentada pelo Ministério Público a partir de representação do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) contra o vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff (PT). O parlamentar municipal havia sido acusado de incitação ao crime por declarações concedidas em uma entrevista em 2024, mas o juiz não identificou conduta criminosa nas falas.
Nikolas apontou que em 17 de outubro de 2024 Rousseff teria incentivado a prática de agressões físicas ao afirmar que poderia 'dar umas cadeiradas' em adversários políticos, pois, segundo ele, 'só aprendem desse jeito'. A fala ocorreu durante entrevista ao Portal UAI. Segundo o juiz Gustavo Henrique Hauck Guimaraes, para que a fala configurasse incitação ao crime, Pedro Rousseff deveria especificar a 'a prática de um crime determinado, ainda que não detalhe todas as suas circunstâncias'.
O magistrado ainda destacou que 'embora a expressão seja inadequada, reprovável e infeliz para um representante eleito, ela se insere no contexto de uma retórica política exaltada e não se traduz em um comando claro para que terceiros pratiquem um crime específico'.
'A declaração do acusado, pelo seu caráter vago e inserido em um contexto de entrevista política, não demonstrou ter a mínima potencialidade para abalar, de forma concreta e imediata, a paz social', escreve o juiz. Nas redes sociais, Pedro Rousseff comemorou a vitória na Justiça contra Nikolas: 'Logo ele que diz ser a favor da liberdade de expressão tentou calar a gente', disse o vereador na noite desta segunda.