Política

Lula e Trump terão reunião nesta quinta-feira

Expectativa é que encontro debata pautas econômicas e de segurança

Último encontro entre Trump e Lula ocorreu em outubro do ano passado
Último encontro entre Trump e Lula ocorreu em outubro do ano passado Foto : Ricardo Stuckert / PR / CP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viajará aos Estados Unidos para se reunir com o presidente do país norte-americano, Donald Trump, nesta semana. A expectativa é de que o encontro envolva pautas econômicas, como a continuidade da aplicação de tarifas a produtos brasileiros; a situação da guerra no Oriente Médio; e a possibilidade de os Estados Unidos classificarem facções brasileiras como terroristas. A reunião está prevista para esta quinta-feira (7), na capital Washington D.C.

A última reunião presencial confirmada entre Lula e Trump ocorreu outubro do ano passado, em Kuala Lumpur, na Malásia.

O encontro aconteceu durante a 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). Na ocasião, os líderes discutiram temas centrais para a relação bilateral

O vice-presidente da República Geraldo Alckmin afirmou nesta segunda-feira, 04, que o encontro previsto tem peso estratégico para a relação bilateral e para a agenda econômica do Brasil.

Segundo Alckmin, a reunião ocorre em um momento em que o comércio e os investimentos com os norte-americanos seguem relevantes para a economia brasileira, especialmente em setores de maior valor agregado.

"Esse encontro é muito importante porque os Estados Unidos são o terceiro parceiro comercial do Brasil, atrás da China e da União Europeia", disse o vice-presidente após ter participado de evento em comemoração aos 200 anos de relações comerciais entre o Brasil e a Suécia.

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Ele destacou a relevância dos EUA vai além do fluxo de comércio: "É o primeiro investidor no Brasil". Alckmin também ressaltou o perfil do que os norte-americanos compram do País, citando a aquisição de bens industrializados.

Alckmin voltou a criticar medidas de aumento de tarifas e defendeu um ambiente de maior previsibilidade e cooperação. "A questão tarifária, nós sempre defendemos que tivesse uma relação melhor. Aquele tarifaço não tinha sentido", declarou.

*Com informações de Estadão Conteúdo