Política

Magno Malta é internado após desmaiar a caminho da votação do veto do PL da dosimetria

Parlamentar foi atendido no posto médico do Senado

Magno Malta é internado após mal súbito no Senado
Magno Malta é internado após mal súbito no Senado Foto : Waldemir Barreto/Agência Senado /CP

O senador Magno Malta (PL-ES) foi hospitalizado após sofrer um mal súbito nesta quinta-feira, 30. Ele estava no estacionamento do Senado Federal, a caminho do plenário, onde participaria da votação que derrubou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao PL da Dosimetria. O parlamentar foi atendido no posto médico do Senado e encaminhado ao Hospital DF Star.

Havia preocupação entre os congressistas de que se tratava de um episódio de infarto. Durante a condução da sessão, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), esclareceu que a assessoria do senador informou que ele havia sofrido um mal súbito.

Davi Alcolumbre comenta estado de saúde

"Alguns colegas nossos congressistas estão muito preocupados com a situação do senador Magno Malta, que teve um mal súbito e está no hospital. Estão comentando pelas redes sociais que foi um infarto. A assessoria do senador Magno Malta disse que ele está sendo atendido no hospital, que não foi um infarto e que vai dar tudo certo pela sua pronta recuperação", afirmou Davi.

Magno Malta pede orações

Em suas redes sociais, Magno Malta publicou um vídeo da cama do hospital, pedindo orações pela sua saúde. Ele informou que desmaiou no estacionamento enquanto conversava com um vereador. Ele estava acompanhado de sua filha.

Senador atualiza sobre recuperação

No hospital, o senador disse ter realizado uma tomografia, e que já estava melhor. Ele também agradeceu Alcolumbre pela menção ao seu estado de saúde e lamentou não ter participado da sessão. "É uma guerra espiritual", disse.

Malta comemora derrubada de veto

Após o resultado da votação no plenário, Magno Malta comemorou a queda do veto no hospital: "Vencemos! Pela memória do Clezão e de todos os patriotas que sofrem a dor da perseguição", escreveu.

Veja Também

Votação do veto no Senado

No Senado, os parlamentares derrubaram, por 49 a 24, veto presidencial ao projeto que reduz as penas aplicadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e que beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na Câmara, os deputados já tinham votado pela queda do veto, com placar de 318 a 144, com 5 abstenções.

Contexto do veto e PL

O projeto foi vetado totalmente por Lula em 8 de janeiro deste ano, durante solenidade no Palácio do Planalto em memória dos três anos dos atos antidemocráticos. Aprovado nas duas Casas, o texto pode encurtar o tempo de Bolsonaro na prisão em regime fechado.

Impactos da derrubada do veto

A derrubada do veto poderia revogar dispositivos mais rígidos da Lei Antifacção, aprovada em fevereiro, sobre progressão de regime para todos os crimes, inclusive os hediondos, beneficiando condenados por esses atos.

Manobra de Alcolumbre

Para impedir que isso ocorresse, Alcolumbre declarou prejudicados incisos do artigo 112 da Lei de Execuções Penais (LEP), conforme antecipado pelo Estadão. Com a manobra, ele retirou o efeito de alguns trechos específicos do projeto da dosimetria que tratavam da progressão de regime.

Preocupações com a legislação

Com a derrubada do veto, esses pontos poderiam se contradizer com regras criadas pela Lei Antifacção e já aprovadas pelo Congresso, beneficiando principalmente líderes de facções criminosas e outros criminosos.

Ajuste para coexistência de leis

Para que um projeto não anulasse partes do outro, Alcolumbre "cortou" esses dispositivos antes da votação final, ajustando o texto para que as duas leis coexistissem sem contradição.