Política

Maranata diz que vai solicitar anistia para dívida do RS

Pré-candidato do PSDB ao Piratini afirmou na Federasul que retomada dos pagamentos é uma das principais preocupações para quem for eleito neste ano

Tá Na Mesa com o pré-candidato ao Governo do Estado pelo PSDB, Marcelo Maranata
Tá Na Mesa com o pré-candidato ao Governo do Estado pelo PSDB, Marcelo Maranata Foto : Camila Cunha

O pré-candidato do PSDB ao governo do Estado, Marcelo Maranata, disse nesta quarta-feira, 29, na Federasul, que, caso eleito, vai solicitar o perdão da dívida do RS com a União. Na avaliação do tucano, a retomada do pagamento das parcelas da dívida, a partir de 2027, é um dos maiores problemas para o governador a ser eleito em outubro.

“Teremos uma dívida que vamos precisar negociar. Nós vamos pedir anistia. É necessário que o próximo governador seja alguém com capacidade de diálogo e articulação. Que não deixe de ir a Brasília, sem vaidade, sentar com o presidente da República, quem seja ele, para negociar taxas e recursos para o RS”, assinalou.

As declarações foram feitas durante a participação de Maranata na reunião-almoço ‘Tá na Mesa/Eleições’, da Federasul. A federação empresarial deverá ouvir, até meados de junho, pelo menos quatro dos pré-candidatos ao Executivo gaúcho. Após as palestras, também está previsto um debate entre eles. A todos será entregue um documento intitulado ‘Manifesto do Empreendedor 2026’, que aponta eixos considerados estratégicos pelos setores de comércio e serviços para o desenvolvimento do RS.

Além da questão da dívida, o ex-prefeito de Guaíba assinalou a área da saúde como uma de suas prioridades, e fez críticas à atual administração que, segundo ele, estaria deixando de investir os recursos necessários, sobrecarregando prefeituras. “Temos 800 mil gaúchos aguardando uma consulta, e mais de 200 mil aguardando para fazer exames ou procedimentos de especialidade, e este é um problema grave. A média do que os municípios gastam hoje com saúde é 22%”, afirmou, em referência ao percentual médio da receita corrente líquida (RCL) aplicado pelas cidades gaúchas na saúde, acima da obrigatoriedade constitucional, que é de 15% da RCL.

Na coletiva que antecedeu o almoço, o pré-candidato foi questionado sobre a escolha do novo vice na chapa, após a empresária Betty Cirne Lima ter desistido de concorrer para retornar às funções de subsecretária do Parque de Exposições Assis Brasil. Ele admitiu a possibilidade de que Cláudio Diaz, hoje pré-candidato a uma das vagas ao Senado, possa ser transferido para o posto de vice. Citou ainda a vereadora Marisol Santos, de Caxias do Sul. Mas ressalvou que o nome ainda não está definido, e que a decisão só ocorrerá após a conclusão dos debates envolvendo PSDB e Cidadania.