Política

Marinho afirma que é uma “imbecilidade” inibir crescimento para controlar inflação

BC tem aumentado taxa de juros com justificativa de que há pressão por crescimento acima da capacidade

Ministro do Trabalho, Luiz Marinho
Ministro do Trabalho, Luiz Marinho Foto : Allexandre dos Santos Silva Assessoria Especial de Comunicação Social / MTE / CP

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que é uma "imbecilidade" inibir o crescimento da economia como forma de controlar a inflação. Ele foi questionado sobre as sinalizações que constam nas comunicações oficiais do Comitê de Política Monetária (Copom), que falam da pressão pelo crescimento acima da capacidade e de como isso afeta a inflação, que está além do teto da meta.

"Isso é uma imbecilidade. É uma imbecilidade. Nós precisamos estimular o crescimento da economia, produzir mais para controlar a inflação. Não é inibir. Se a gente inibir crédito e aumentar juros, você inibe investimento. Se você inibe investimento, você está inibindo ter mais produção para ter mais produto na prateleira para controlar a inflação pela oferta. Não existe só um mecanismo de controlar a inflação só pela restrição pelo amor de Deus. Pelo menos essa é a minha visão, ninguém disse que eu estou equivocado até agora", disse o Marinho.

A avaliação do ministro é de que se o Banco Central "entrar na onda" do mercado e elevar os juros, vai inibir a economia e impactar os investimentos.

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"Eu esperava que o mercado reclamasse do aumento de juros. Não pode aumentar os juros, porque isso inibe investimento e estrangula o orçamento da União, dos Estados e municípios. Veja a contradição. O mercado pede mais juros. Se o Banco Central entrar nessa do mercado e continuar aumentando os juros, vai inibir investimento no ano, vai inibir o crescimento da economia em 2025. É isso que nós desejamos?", ponderou Marinho.

O ministro pediu "juízo" ao BC e defendeu que é preciso "soltar o animal do empresariado para o investimento". "Invista que vai dar certo, pode produzir, que vai ter consumo. É isso que nós vamos estimular. O Banco Central tem sido um zagueiro em relação a isso, não permitindo que isso aconteça. Então, nós temos que estimular mais produção", defendeu.