Política

Marinho diz que PL ainda não convidou ninguém para vice

Senador Rogério Marinho coordenador político de Flávio Bolsonaro afirma que sigla não fez convites formais para vice-presidência

Declaração vem após o presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, ter dito que as conversas com a senadora Tereza Cristina (PP-MS) não avançaram
Declaração vem após o presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, ter dito que as conversas com a senadora Tereza Cristina (PP-MS) não avançaram Foto : Valter Campanato/Agência Brasil/ CP

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador político de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta terça-feira, 21, que o PL ainda não convidou ninguém para ser vice de sua chapa presidencial.

A declaração vem após o presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, ter dito que as conversas com a senadora Tereza Cristina (PP-MS) não avançaram. "Existem várias pessoas que estão sendo levadas em consideração.

Prefiro não fulanizar o processo, até porque tem pessoas de partidos que não estão confirmados que estarão conosco. Depois dessa definição é que poderíamos indicar quem será essa candidata e fazer um convite formal.

Não fizemos convite a ninguém, que eu saiba. Houve sondagens, é evidente, mas convite mesmo eu acredito que não tenha havido", declarou a jornalistas, na sede do PL, em Brasília, após reunião com Flávio e Valdemar.

Ao ser questionado se um possível nome seria o da administradora Daniella Marques, Marinho respondeu: "Sabemos que é importante termos uma mulher, mas não uma mulher por ser mulher, em função do gênero, alguém que tenha representatividade, legitimidade, capacidade de interlocução, consiga se comunicar da maneira adequada com o eleitorado feminino".

Flávio já sinalizou a intenção de escolher uma mulher para o posto, de olho no público feminino. Valdemar Costa Neto defendia o nome de Tereza Cristina, com o argumento de que agregaria votos. Outros nomes ventilados são Daniella Marques e a deputada Simone Marquetto (PP-SP).

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Palanques estaduais

Marinho admitiu haver uma preocupação sobre o fechamento de palanques de Flávio em Estados como o Rio de Janeiro e Minas Gerais. "Preocupação sempre há, mas temos caminhos a serem percorridos. Estamos tranquilos que vamos fechar bons palanques nos dois Estados. No Rio de Janeiro, por exemplo, já temos nossa candidato a governador e ao Senado", declarou, referindo-se a Douglas Ruas (PL), nome do PL para o governo do Rio, e de Carlos Portinho (PL), ao Senado.

A sigla também sofre indefinições em Estados com o Distrito Federal, após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmar que pode desistir de concorrer.

Plano de governo

O senador afirmou ainda que o plano de governo da campanha já foi finalizado e que deve ser publicado no começo de agosto, quando houver o registro da candidatura de Flávio. “No dia em que houver o registro da candidatura, será divulgado.

Nossa convenção é em 25 de julho. Em 1º ou 2º de agosto, haverá o registro, e o plano será apensado como manda a legislação”, declarou a jornalistas, na sede do PL, em Brasília, após reunião com Flávio e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Marinho não deu detalhes sobre o conteúdo do plano, mas Flávio já fez uma série de sinalizações em seus discursos.

Entre elas, o de reduzir a carga tributária, o número de ministérios e a burocracia do Estado, além de flexibilizar o licenciamento ambiental para obras de infraestrutura. Na área de segurança, defende endurecer penas, a castração química para estupradores e a construção de 500 mil vagas em presídios.